Conforme a imprensa local, o regime comunista pretende usar o minério com “propósitos pacíficos” para enfrentar “a necessidade de energia” do país.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
A Coréia do Norte afirmou nesta terça-feira, dia 30, que sua usina de enriquecimento de urânio possui “milhares” de centrífugas e está em processo de construir um reator nuclear de água leve, segundo a imprensa estatal.
O diário, pertencente ao Partido dos Trabalhadores, afirma que o regime comunista de Pyongyang levará adiante suas atividades de enriquecimento de urânio com “propósitos pacíficos”, para enfrentar “a necessidade de energia” do país, segundo a agência KCNA, citando o Rodong Sinmun, órgão do Partido Comunista.
A informação que tinha sido adiantada por um cientista americano, Siegfried Hecker, neste mês, foi confirmada em plena crise com a Coréia do Sul, após o ataque de Pyongyang a uma ilha sul-coreana.
Coréia do Sul e Estados Unidos suspeitavam da existência de um programa de enriquecimento de urânio na Coréia do Norte há anos, algo que o regime comunista negou até 2009, quando assegurou estar na “última fase” para obter urânio enriquecido.
A publicação desta terça acontece em meio a manobras conjuntas de EUA e Coréia do Sul nas tensas águas do Mar Amarelo, na fronteira entre as duas Coréias. Os exercícios militares, que começaram no domingo, 28, e se prolongarão até a quarta-feira, 1º, são considerados uma resposta ao ataque contra a ilha de Yeonpyeong.
Visita norte-americana
Hecker visitou a usina em 12 de novembro, que voltou a operar, apesar das sanções impostas pela ONU no ano passado. Ele ouviu das autoridades norte-coreanas que havia 2.000 centrífugas, mas relatou ter visto apenas 1.000. Não foi possível confirmar se elas estavam operantes.
Apesar de as instalações não parecerem terem sido concebidas para uso militar, o enriquecimento de urânio poderia ser elevado até uma taxa suficiente para fabricar armas nucleares, disse o cientista, professor da Universidade de Stanford e ex-responsável do laboratório nuclear americano de Los Alamos.
Informações de portal G1
FOTO: ilustrativa / ointerior

