A Primeira-Dama Íris Foscarini diz que até o final do ano deverão ser realizados mais onze encontros de mulheres
A Rede de Atendimento e Apoio a Mulher (Pró-Mulher) e a Coordenadoria Municipal da Mulher – CMM, presidida pela Primeira-Dama Íris Foscarini promoveram o primeiro encontro de capacitação, na tarde desta segunda-feira, 28, no Centro Administrativo Leopoldo Petry. No total serão realizadas mais onze reuniões desta modalidade, até o final do ano. A atividade é voltada para um público feminino e masculino especialmente convidados. O debate visa a atualização das participantes com relação aos seus direitos, a partir da publicação da Lei Maria da Penha.
A Secretaria Especial de Política para Mulheres, do governo Federal, sugere o debate da descriminação sofrida por mulheres e as possibilidades de enfrentamento desta situação. Neste sentido a Primeira-Dama convidou para palestrar no encontro a advogada Aline Biazul Suarez Karow e pretora do Fórum de Novo Hamburgo, Elma Puntel.
Se a advogada Aline Biazul e a pretora Elma Puntel conseguiram explicar os aspectos jurídicos e os caminhos percorridos pelas mulheres após as denúncias de violência, as participantes ainda não conseguem entender como ficará o caso delas com relação a moradia. No caso em que o agressor é expulso de casa a situação é mais fácil de ser resolvida, mas e quando a mulher precisa ser encaminhada para algum abrigo? A pergunta é pertinente porque Novo Hamburgo ainda está devendo tal solução para as vítimas da violência doméstica.
Entre as participantes estava a secretária Mônica Aline da Silva, 18, que participava do “curso” pela primeira vez. Ela trabalha numa instituição onde presencia situações de violência diariamente. “Vou participar dos encontros porque desejo fazer alguma coisa pelas pessoas que são agredidas. Quero me preparar para tomar a atitude correta e ajudar aos que precisam”, conta. Jesus Tavares de Morais, 42, é um dos poucos homens que participa da Rede Mulher. “Sou agente comunitário há dez anos. Visito oito casas por dia e vejo muita coisa triste. Faço o curso para poder repassar o que aprendo à comunidade”, fala.
