O movimento grevista dos policiais civis avançava em direção a sede do Governo de São Paulo quando ocorreu o confronto com o bloqueio feito pelos militares
Tumulto iniciado por volta das 16h, desta quinta-feira, 16, entre os policiais civis que faziam protesto para marcar um mês de paralisação da categoria, e policiais militares, deixou pelo menos 20 feridos, vítimas de escoriações, fraturas e queimaduras, na zona sul de São Paulo. Um dos feridos seria um coronel que estava negociando com os manifestantes, atingindo com um disparo na perna, e teria sido levado ao Hospital Albert Einstein, segundo o Palácio dos Bandeirantes.
A assessoria do Hospital confirmou o atendimento de 12 pessoas envolvidas no tumulto. O Hospital São Luiz atendeu outras cinco pessoas. Em nota, o Governo de São Paulo diz que o confronto se desencadeou quando o comando grevista aceitou que o governo enviasse um representante ao local da manifestação.
O grupo de manifestantes seguia pela Rua Padre Lebret, no Morumbi, na Zona Sul, em direção ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo, e houve o confronto quando os policiais civis forçaram passagem pelo cordão de isolamento dos militares. Em clima bem tenso, houve trocas de socos e empurrões. Para conter o grupo, foram atiradas bombas de efeito moral, tiros de borracha e gás lacrimogênio. Poucos minutos depois, o grupo tentou furar novamente o bloqueio dos militares e o tumulto aumentou.
Os grevistas pedem melhores condições de trabalho e aumento de salário, e inclui delegados, investigadores, escrivães e peritos. Os policiais civis pedem 15% de reajuste salarial em 2008 e 12% para 2009 e 2010. Segundo o sindicalista João Batista Rebouças Neto, a manifestação é legítima, porque são os policias que defendem a população e não recebem condições necessárias para isto.

Foto: G1
