O eqüino Otávio foi recolhido em Novo Hamburgo com 75% do corpo queimado e seis meses depois, esbanja saúde, foi adotado e levado para Lomba Grande
O cavalo que há seis meses foi recolhido pelo Centro Municipal de Proteção a Animais (Cempra) de Grande Porte de Novo Hamburgo com 75% do corpo queimado está totalmente recuperado e já foi adotado. Otávio, como se chama o eqüino, foi encontrado muito debilitado amarrado a estábulo queimado. O trabalho intensivo da equipe do Cempra, foi fundamental para a recuperação do animal, que ganhou peso e está com o pêlo viçoso.
Sensibilizada com a situação do cavalo, uma moradora de Lomba Grande resolveu adotá-lo.
A veterinária que realiza atendimentos no Centro, Betina Streb, lembra do estado em que foi encontrado o cavalo Otávio. “Ele foi deixado dentro de uma baia que pegou fogo. Quando o apreendemos, no dia 10 de novembro do ano passado, ele estava muito mal. A dor dele era tanta, que tínhamos que aplicar constantemente doses de morfina para amenizar seu sofrimento. Hoje ele está totalmente recuperado e vive muito bem com uma nova dona que o adotou”, comemora a veterinária.
A veterinária lamenta o fato de a maioria dos animais recolhidos pelo Cempra estarem em situação semelhante a de Otávio, com lesões, desnutridos e desidratados. “São cavalos pertencentes a carroceiros e encontrados com a saúde muito debilitada pelo trabalho excessivo e pela má alimentação”, conta ela.
Centro Municipal de Proteção a Animais (Cempra)
O Centro fica localizado junto ao parque Municipal Henrique Luis Roessler (Parcão), e realiza atendimentos a eqüinos vítimas de abandono e maus tratos. Desde que foi fundado em abril de 2007, já atendeu 77 eqüinos. Destes, 44 foram adotados, 14 acabaram morrendo, 13 foram atendidos e liberados e 6 permanecem em tratamento, um parto também já foi realizado no local.
Todos os animais recolhidos recebem atendimento e ficam em quarentena, e conforme a evolução de saúde, são encaminhados à adoção. Porém, Betina lembra que as seqüelas deixadas pelos maus tratos, em alguns casos, é tão grave que os incapacitam até de servir para montaria.
O responsável pelo Parcão, Udo Sarlet, explica que para realizar a adoção, o candidato deve preencher uma ficha de inscrição na Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano. Em parceria com a Prefeitura, a Ong Ondaa, analisa a ficha de inscrição. A última etapa é uma entrevista com o candidato e uma visita dos agentes ambientais à nova moradia do animal.
A tramitação para a adoção visa garantir que o animal será bem tratado e possua local adequado para viver. “Nosso objetivo não é tirar os cavalos dos carroceiros, mas proporcionar um bem estar mínimo a esses animais”, explica Udo Sarlet.
As denúncias de maus tratos a animais podem ser feitas através dos telefones 3594-9936 ou 3594-9935.
Antes e depois de Otávio


