A Receita Federal divulgou nesta sexta-feira, 12, os números de arrecadação de impostos no país em 2007. Crescimento da massa de impostos foi de 1,27% em relação a 2006.
O aumento da carga tributária não significa que tenha havido aumento de impostos para os cidadãos, mas sim que o Estado recolheu volume maior em impostos, isto graças ao crescimento da economia e do consumo. A carga tributária (volume total arrecadado) brasileira chegou a 35,31% do Produto Interno Bruto (PIB), contra uma previsão anterior de mais de 37%.
O maior crescimento foi nos impostos federais, já que os estados registraram queda de 1,2% na arrecadação em relação a 2006, divulgou a Receita, enquanto nos municípios a arrecadação teria permanecido estável. Este é mais um indicativo que o aumento de arrecadação está relacionado à produção industrial, já que os principais impostos federais arrecadam diretamente da produção (IPI, Cofins), enquanto os estados arrecadam a partir da comercialização dos produtos (ICMS).
Pelos dados da Receita, o aumento está concentrado nos pagamentos das empresas, e não de pessoas físicas. O volume de IR das pessoas físicas subiu de 2,04% para 2,19% do PIB, refletindo avanço na renda da classe média. Já para as empresas, o imposto pago sobre ganhos de capital passou de 4,8% para 5,23% do PIB, refletindo aumento das taxas de lucros. O aumento dos impostos para as empresas também pode ser explicado pelas operações de abertura de capital de empresas no mercado de ações (IPOs).
