Após anos sem uso litúrgico, a Capela Cristo Rei, localizada junto ao complexo do Hospital Centenário, volta a cumprir sua missão como espaço de fé, acolhimento e cura espiritual, graças à mobilização da comunidade e da iniciativa privada.
A Capela Cristo Rei, situada nas dependências do Hospital Centenário, em São Leopoldo, foi oficialmente reinaugurada neste sábado (20), marcando a entrega à comunidade de um dos espaços religiosos mais simbólicos da instituição hospitalar. A missa solene que celebrou o momento foi presidida pelo bispo da Diocese de Novo Hamburgo, Dom João Francisco Salm.
Patrimônio histórico ligado à fé e à saúde
A história da Capela Cristo Rei se confunde com a própria trajetória do Hospital Centenário, fundado em 1924 como resposta às demandas de saúde pública de uma São Leopoldo em pleno crescimento. Desde suas origens, a presença de um espaço de oração no complexo hospitalar sempre foi compreendida como parte do cuidado integral — do corpo e do espírito.
Ao longo das décadas, a Capela Cristo Rei tornou-se local de silêncio, esperança e oração para pacientes, familiares, profissionais da saúde e visitantes. A última celebração religiosa no espaço havia ocorrido em 2018. Desde então, a capela permaneceu fechada, sem uso litúrgico e com sua estrutura visivelmente deteriorada, exigindo uma intervenção ampla para garantir sua preservação.
Reforma devolve dignidade e funcionalidade à Capela Cristo Rei
O processo de restauração da Capela Cristo Rei teve início em agosto de 2025, após articulações conduzidas pelo poder público municipal em parceria com a sociedade civil. As obras contemplaram uma intervenção completa na estrutura: conserto do telhado e das calhas, colocação de gesso, reforma total das instalações elétrica e hidráulica, substituição do antigo piso de madeira por porcelanato, além da troca de todas as janelas e da instalação de novas portas de acesso, tanto pelo hospital quanto pela sacristia.
Um dos destaques foi a construção de um mezanino, com reaproveitamento da madeira original, preservando elementos históricos da capela. A restauração incluiu ainda pintura interna e externa, devolvendo luminosidade e acolhimento ao ambiente sagrado.
Espaço de acolhimento espiritual para a comunidade hospitalar
Durante a cerimônia de reinauguração, o prefeito Heliomar Franco destacou o envolvimento da comunidade leopoldense na recuperação da Capela Cristo Rei.
“Estamos entregando de volta à comunidade este espaço ecumênico, de oração e cura espiritual”, afirmou.
A secretária de Assistência Social e primeira-dama, Simone Dutra, ressaltou o papel humano e espiritual do local. Segundo ela, além de resgatar um patrimônio religioso, a restauração da Capela Cristo Rei busca oferecer conforto espiritual aos familiares de pacientes internados, que frequentemente procuram o espaço como refúgio de silêncio, fé e esperança em momentos de fragilidade.
Mobilização ecumênica e apoio da iniciativa privada
As ações de recuperação da capela começaram ainda no início de 2025 e foram marcadas por forte participação voluntária. No dia 1º de fevereiro, uma grande limpeza interna mobilizou 31 voluntários, entre católicos, luteranos e evangélicos, que atuaram na higienização de bancos e materiais litúrgicos. Já em 15 de março, ocorreu a limpeza externa, com apoio da empresa Mercúrio, que disponibilizou uma plataforma para acesso às áreas mais altas da edificação.
Ao todo, participaram diretamente das ações seis voluntários, além de outros colaboradores que contribuíram com alimentação e logística. Todo o processo de restauração da Capela Cristo Rei foi realizado sem custos para o município, graças ao apoio direto de empresas privadas e à solidariedade da comunidade local.
Para o presidente do Sindimetal, Volmir Pizzutti, a reinauguração da capela representa “um espaço físico rico em fé, acolhimento e história”, reafirmando o valor simbólico do local para São Leopoldo.
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Um espaço que volta a cumprir sua missão
Com a reinauguração, a Capela Cristo Rei retoma seu papel como ambiente de espiritualidade dentro do complexo do Hospital Centenário, reafirmando a importância da fé, da memória e do cuidado humano integral. Mais do que uma obra física, a restauração simboliza o reencontro da comunidade com um espaço que atravessou gerações, agora renovado para seguir acolhendo histórias, preces e esperança.
Com informações da Superintendência de Comunicação da PMSL.
