O vice-governador Paulo Feijó não está se manifestando e seu último pronunciamento oficial dizia que por acreditar no Estado não podia se calar frente a gravidade dos fatos praticados pelo governo de Yeda Crusius
O vice governador Paulo Afonso Feijó está calado e fora do cenário político só assistindo tudo de camarote, considerando que depois de ter entregue a CPI do Detran da Assembléia Legislativa, uma fita com gravação de um diálogo que ele teve no dia 26 de maio com o então chefe da Casa Civil, Cézar Busatto, todos os olhos e ouvidos da nação estão voltados para os depoimentos que estão ocorrendo na Assembléia Legislativa gaúcha.
A assessoria de imprensa do vice-governador dizia nesta segunda-feira, dia 9, que Paulo Feijó havia cumprido com seu papel de cidadão e depois de ter divulgado uma conspiração que manchava o cenário Riograndense, e envolvia políticos de alto escalão, embora tentado, não poderia ter se calado frente aos desvios de um montante superior a R$ 40 milhões, de recursos do Detran.
Feijó disse em nota que, por respeito à sociedade ele emitia as seguintes palavras para que a comunidade tirasse suas conclusões. “Entrei na vida pública motivado pela idéia de que possível melhorar o nosso estado e fazer boa política.”
E a nota continua: O tema abordado pelo secretário chefe da Casa Civil César Busatto na conversa que tivemos e assumindo que as afirmativas feitas por ele são verdadeiras, é uma tentativa clara de me convencer de que não existe outra forma de fazer política, numa clara demonstração de privatização do que é público em nome de terceiros, para fins escusos. Isto é inaceitável sobre todos os pontos de vista, principalmente em um estado onde o governo passa por dificuldades financeiras sérias, inclusive sem recursos para investir no que é básico, sacrificando a sociedade de forma injustificável.
“Sofri forte assédio moral para me manter calado e para que me adaptasse a um sistema que aos olhos de todos os gaúchos de bem é imoral e insustentável. Mas nunca estive e não estou disposto a abrir mão das minhas convicções e do meu idealismo para corroborar com o que me foi apresentado.”
Afirmo que minha postura continuará sendo esta em respeito a população deste estado que muito me orgulha.
