
Os integrantes da assessoria de comunicação do governo Jair Foscarini (PMDB), apagaram toda a memória dos computadores do setor antes de saírem. Novo governo terá que montar toda a estrutura novamente. Secretária Especial de Gabinete, Kátia Reichow, também adiantou dados da reforma administrativa.
A secretária especial de governo, Kátia Reichow, informou nesta segunda-feira que os assessores de comunicação do governo Jair apagaram os arquivos de memória dos computadores que haviam sido acumulados nos últimos quatro anos.
Sumiram não só arquivos com notícias, mas também todos os contatos com a imprensa, como endereços de e-mail e telefones. “Vamos ter que montar tudo novamente”, disse Kátia. Um estagiário, único remanescente da antiga estrutura, está entrando em contato com os veículos de comunicação e entidades da cidade para remontar o arquivo.
Kátia também explicou que Tarcísio ainda não nomeou os novos assessores de imprensa, o que deve acontecer até o final desta semana. Ela recomenda aos veículos de comunicação que entrem em contato diretamente com os novos secretários para buscarem informações, até que a nova estrutura esteja pronta.
Segundo Kátia, há o nome do jornalista João Manoel de Oliveira, o Maneco, que atualmente trabalha no gabinete do deputado Elvino Bohn Gass, na Assembléia Legislativa, para assumir a secretaria de comunicação, mas não há ainda confirmação. Segundo assessores do gabinete do deputado, Maneco está em férias até 9 de fevereiro. Perguntada se haveria outro nome na lista para ocupar o cargo, ela disse que “infelizmente, não”. Kátia, que também é jornalista, está acumulando a função até que o impasse seja resolvido.
As indefinições ocorrem também por conta da reforma administrativa que Tarcísio está propondo. Segundo o projeto, a assessoria de comunicação assumirá o status de secretaria, formada pelo secretário e um assessor mais estagiários. Também cria a Secretaria Especial de Gabinete, onde a própria Kátia assumirá o comando; a Secretaria Especial de Governo e Relações com a Comunidade, que será assumida por José Luiz Lauermann e terá a tarefa de estruturar o Orçamento Participativo.
Além disso, haverá a fusão das secretarias de Obras com a de Serviços Urbanos e a Secretaria de Administração com a de Planejamento, que ficará a cargo de Roque Werlang. Também serão feita a equiparação salarial de presidentes e diretores de autarquias com os secretários e diretores da administração direta, bem como serão extintos cargos de diretores dentro das autarquias. Kátia calcula que com estas mudanças haverá uma economia de cerca de R$ 600 mil anuais.
