Petrobras passa a figurar entre as maiores petrolíferas do mundo. Descoberta de novas reservas impulsionaram o crescimento da empresa brasileira
Com as novas descobertas das reservas na Bacia de Santos, a Petrobras passou a ser a quarta empresa em valor de mercado entre as companhias petrolíferas com capital aberto. O valor de mercado da Petrobras, no dia 12 de junho de 2008, era de US$ 291,4 bilhões, atrás apenas da Gazprom, Petrochina e Exxon Mobil, segundo dados da Bloomberg.
Em 2007, segundo estudo da PFC Energy, divulgado em janeiro deste ano, a empresa havia ficado na sexta posição entre as empresas de capital aberto do setor em relação ao valor de mercado. O anúncio, na última quinta-feira, de mais uma descoberta de reserva de petróleo na área pré-sal, na Bacia de Santos, no poço de denominado Guará (BM-S-9), com volume estimado maior que a reserva de Tupi, teve pouco impacto sobre as ações da companhia. Os papéis preferenciais e ordinários da Petrobras subiram 1,59% e 1,96%, para R$ 45,90 e R$ 55,61, respectivamente, na sexta-feira.
Até agora, a Petrobras anunciou apenas o volume estimado da reserva de Tupi, entre 5 e 8 bilhões de barris. Somando essa quantidade à reserva atual comprovada, de 11,7 bilhões de barris, a Petrobras poderia passar do quarto para o segundo lugar no ranking das reservas das petrolíferas listadas em bolsa, superando a BP, com reservas de 17,6 bilhões, e atrás apenas da Exxon Mobil, com 22,5 bilhões. Ao todo, as reservas de óleo e gás da Petrobras somam 13,9 bilhões.
Além das novas reservas, a Petrobras anunciou na semana passada a intenção de construir uma refinaria no Ceará para produção de diesel de melhor qualidade para exportação, além de nafta e gás liquefeito de petróleo destinado ao atendimento do mercado interno. O projeto, avaliado para 2013 a 2015, deverá custar US$ 11 bilhões.
Para o analista do Banco do Brasil Investimentos, Nelson Rodrigues, o projeto da refinaria é positivo para a empresa, porque vai permitir exportar um produto de maior valor agregado e ganhar em margem, além de alcançar a auto-suficiência no mercado interno na produção de diesel. “A exportação de óleo pesado, no último trimestre, apresentou um deságio em torno de 15%”, diz.
Rodrigues ressalta que a empresa apresenta um nível baixo de alavancagem, cerca de 20%, o que garante capacidade para a realização dos investimentos. A exploração das novas descobertas na área do pré-sal deve exigir investimentos bilionários. Porém, o preço do petróleo, na casa dos US$ 135 o barril, viabilizaria os investimentos.
