Presidente afirma ter ficado “estarrecida” com as gravações telefônicas de conversas de líderes dos policiais e bombeiros baianos.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
Na primeira declaração sobre a greve de policiais militares da Bahia, a presidente Dilma Rousseff (PT) disse que respeita as reivindicações da corporação, mas não concorda com anistia para policiais que cometeram crimes durante a paralisação.
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Dilma foi incisiva ao dizer que crimes contra o patrimônio, contra as pessoas e contra a ordem pública não podem ser anistiados. “Se anistiar, vira um país sem regras”, declarou.
“Não consideramos que seja correto instaurar o pânico, instaurar o medo, criar situações que não são aquelas compatíveis com uma democracia. Eu não considero que o aumento de homicídios na rua, queima de ônibus, entrar encapuzados em ônibus, seja a forma correta de conduzir o movimento.”
A presidente disse que ficou “estarrecida” com as gravações telefônicas divulgadas na quarta-feira, dia 08, que revelam conversas de líderes dos policiais e bombeiros baianos no sentido de radicalizar o movimento, estendendo-o, inclusive, para outros estados. As declarações de Dilma foram dadas durante visita a obras da Ferrovia Transnordestina, no município pernambucano de Parnamirim.
Informações de Agência Brasil
FOTO: Roberto Stuckert Filho / Presidência da República

