Caso Hope foi o mais recente, mas neste ano Nissan, Skol, McDonald’s e Bombril também passaram por julgamentos do órgão.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
A polêmica gerada pela campanha Hope ensina, da indústria de lingerie Hope, faz lembrar de outras que também foram parar no Conselho de Autorregulamentação Publicitária – Conar.
Leia Mais
Machismo? Campanha de lingerie da Hope com Gisele Bündchen torna-se alvo de processo
O processo sobre os recentes comerciais estrelados por Gisele Bündchen foi arquivado, por unanimidade de votos. O argumento é de que “os estereótipos presentes na campanha são comuns à sociedade e facilmente identificados por ela, não desmerecendo a condição feminina”.
Também neste ano, outra peça publicitária causou controvérsias. Pôneis malditos, da Nissan, fabricante de automóveis, foi alvo de 30 denúncias por fazer a associação de figuras infantis – no caso, os pôneis em desenho animado – com a palavra “malditos”. O desfecho foi o mesmo do caso Hope: nenhuma punição do Conar, por unanimidade.
O problema de Monstro do pântano, da Skol, foi diferente. Em julho, o conselho de ética do órgão determinou a troca de atores da peça publicitária, por se tratar de jovens com aparência de menores de idade.
A propaganda da rede de restaurantes McDonald’s exibida durante os trailers do filme Rio também foi denunciada. Desta vez, pelo Instituto Alana. O caso foi julgado em junho e foi arquivado por unanimidade. Para o Alana, não havia clara delimitação entre as falas dos personagens do filme e os fins comerciais do anúncio. De acordo com o Conar, no entanto, a peça exibida pelo McDonald’s antes do filme era claramente inserida como uma propaganda, motivo pelo qual entendeu-se que não havia possibilidade de haver confusão entre propaganda e filme.
Oposta à situação da campanha da Hope, está a da Bombril, chamada Mulheres evoluídas (foto). Foram 300 reclamações (sendo 20 de mulheres), um dos recordes de apelos na história do órgão. Nos comerciais, Dani Calabresa, Marisa Orth e Monica Iozzi satirizam os homens e ensinam lições de “adestramento” do sexo oposto. Os anúncios foram considerados sexistas e discriminatórios contra homens. O processo foi julgado em maio, quando, por decisão unânime, decidiu-se pela manutenção dos filmes no ar.
Confira abaixo os cinco comerciais polêmicos de 2011:
[nh]siHBG3duVE0&feature[/nh]
[nh]X3yGSJE53kU[/nh]
[nh]EcvzHEDGDjk[/nh]
[nh]MTZrNIcwP4E[/nh]
[nh]6Ry6opItydY[/nh]
Informações de Exame.com
FOTO: reprodução
