Documentário mescla cenas dos integrantes da banda e depoimentos de familiares, produtores e amigos dos cinco músicos.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
Você pode ser gótico, punk, skinhead, boneca cibernética ou até um robocop gay. Mas, se nasceu até o começo dos anos 90, provavelmente lembra e até gostava dos Mamonas Assassinas.
Sua história virou, inclusive, documentário, que estréia nesta sexta-feira, dia 17. Mamonas Para Sempre, de Cláudio Khans, mostra a vida dos cinco jovens cujo sucesso durou sete meses, de julho 1995 até março de 1996, quando morreram após a queda do avião em que viajavam.
Khans não se preocupou em mostrar como foram as últimas horas dos meninos de Guarulhos, mas sim como aproveitaram a vida até ali, exibindo como a banda se formou e como se tornaram um sucesso. Logo no início, Dinho, Bento, Júlio, Samuel e Sérgio invadem a tela. Porém, logo depois, o quinteto aparece numa onda diferente: a da banda Utopia.
O documentário é mesclado com cenas dos integrantes da banda e depoimentos de familiares, produtores e amigos, que dão uma visão de quem eram os Mamonas. Não há choro, e sim muitas risadas e lembranças.
Ricky Bonadio, produtor da banda, faz questão de enumerar alguns defeitos dos integrantes, como dizer que Dinho era atrasado e Sérgio, o mais ciumento. Mas também exalta o bom humor e o profissionalismo deles. Em uma das passagens, Bonadio ri ao lembrar do dia em que pediu para eles mudassem o nome da banda e deixassem a tristeza da Utopia para trás.
“Mudar de nome? Nunca! Somos muito conhecidos em Guarulhos”, disse um Dinho inflamado, levando o produtor às lágrimas de tanto rir, já que o Utopia gravou um único disco, mandou prensar duas mil cópias e acabou doando a maior parte dela, porque ninguém queria comprá-las.
Momentos tristes
ficam para o final
O discurso emocionado de Dinho durante um show em um ginásio de Guarulhos, em que anos antes já sonhava em tocar, é um dos pontos altos. A história sobre a briga de Dinho e sua namorada, Valéria Zopello, nos bastidores do Domingo Legal, no SBT, também marca.
Os momentos mais tristes são deixados para o final. A seqüência sobre a morte é pontual e a mensagem final é um clichê dos mais antigos. À la Elvis Presley, os Mamonas Assassinas não morreram, mas estão vivos no coração de milhares de fãs. Clichê por clichê, melhor a frase que Dinho disse meses antes de morrer: “Não tenho medo do futuro. Afinal, ele não me pertence!”.
Informações de Terra
FOTO: reprodução / Ricardo Correa-Veja
