ASSISTA! Imagens obtidas pela TV Globo e exibidas pelo Jornal Nacional nesta terça-feira mostram Wellington Menezes de Oliveira culpando o que chama de pessoas “covardes”.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
A polícia começa a desvendar os mistérios que cercam o massacre de Realengo, quando 12 crianças foram brutalmente assassinadas na semana passada no Rio de Janeiro.
Em dois vídeos gravados antes de cometer o crime, Wellington Menezes de Oliveira (foto) fala sobre as razões que o teriam levado a matar os estudantes. As imagens teriam sido feitas, supostamente, dois dias antes da tragédia da última quinta-feira, dia 07, na Escola Municipal Tasso da Silveira.
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O Jornal Nacional, da TV Globo, teve acesso à mensagem deixada pelo atirador, que foi gravada em dois arquivos de vídeo nos quais ele aparece sem barba, na frente do que parece ser um muro, e com fisionomia e local parecidos com os de uma foto usada em um perfil do site de relacionamentos Orkut. Aparentemente, o próprio rapaz grava o vídeo.
Wellington fala, de maneira confusa, sobre os supostos motivos do crime e culpa pessoas que chama de “covardes” pelo ato que cometeu. “A luta pela qual muitos irmãos no passado morreram, e eu morrerei, não é exclusivamente pelo que é conhecido como bullying. A nossa luta é contra pessoas cruéis, covardes, que se aproveitam da bondade, da inocência, da fraqueza de pessoas incapazes de se defenderem.”
Na segunda parte do vídeo, o assassino dá detalhes do longo planejamento da ação e diz porque tirou a barba de forma premeditada. “Os irmãos observaram que eu raspei a barba. Foi necessário, porque eu já estava planejando ir ao local para estudar, ver uma forma de infiltração. Eu já tinha ido antes, há muitos meses. Eu fui. Eu ainda não usava barba. Eu fui para dar uma analisada.”
O atirador também diz que esteve na escola dois dias antes do massacre. “Hoje, é segunda, terça-feira, aliás. Eu fui ontem, segunda. Hoje é terça-feira, dia 05. E essa foi uma tática para não despertar atenção. Apesar de eu ser sozinho, não ter uma família praticamente… Eu vivo sozinho, não tenho pessoas a dar satisfação. Mas, como eu precisava ir ao local e interagir com pessoas, para não chamar atenção, eu decidi raspar a barba.”
Assista à reportagem do Jornal Nacional:
FOTO: reprodução / TV Globo
