Pesquisa da Fundação Seade e Dieese mostra que balança permanece estável em relação à demissões e novos postos de trabalho em abril na comparação com março.
A notícia ainda não é aquela que o trabalhador brasileiro espera, mas já é bem mais animadora do que as últimas envolvendo a economia. Depois de três meses de aumento consecutivo, a taxa de desemprego no país ficou estável em abril na comparação com março de 2009. Os dados são de pesquisa da Fundação Seade e do Dieese e dizem respeito à seis regiões metropolitanas.
De acordo com as entidades, a taxa de desemprego paulista ficou em 15% em abril, praticamente igual aos 14,9% apurados em março. Já nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal, a taxa de desemprego ficou em 15,3% contra 15,1% do mês anterior. Ouvido pelo Portal novohamburgo.org, o vice-presidente de Economia da ACI- Novo Hambugo, João Bruxel, antecipou a tendência. Na época, ao falar da queda no emprego da indústria, disse que a superação à crise financeira deve se consolidar em setembro.
Indústria ainda demite
O contingente de desempregados em abril aumentou em 69 mil pessoas nos seis grandes centros populacionais pesquisados. O volume estimado é de 3,079 milhões de pessoas. Entre os setores, a indústria paulista voltou a liderar as demissões em abril, dispensando 57 mil pessoas na região metropolitana de São Paulo. Já o comércio da região, que foi o setor que mais dispensou em março, demitiu 5 mil pessoas no mês seguinte. O segmento de serviços contratou 60 mil pessoas em abril e o grupo chamado “outros serviços”, 30 mil.
Leia Também
Taxa de Desemprego cresce na Região Metropolitana de Porto Alegre
A indústria liderou as demissões em abril em todas as capitais que compõem a pesquisa e eliminou 53 mil postos de trabalho. O comércio, que também havia registrado o pior resultado no mês de março, dispensou em abril cinco mil pessoas. No setor de serviços, as contratações chegaram a 79 mil empregados, a construção civil, 33 mil, e o grupo “outros setores”, que inclui serviços domésticos, dispensou duas mil pessoas.
O rendimento médio real dos ocupados na região metropolitana de São Paulo caiu 0,6% em março em relação a fevereiro, e 2,8% a março do ano passado, ficando em R$ 1.238,00. O índice não considera a inflação do período. Quando o estudo aborda o rendimento médio real dos ocupados no conjunto das seis regiões pesquisadas, mostra que caiu 0,8% em março na comparação com fevereiro, e subiu 1,4% com março de 2008: R$ 1.203,00.
Com Informações da Agência Estado
