
Em Novo Hamburgo, a procura por adoção tem sido maior do que o número de crianças a serem adotadas, mas a preferência ainda é pelos bebês
Nesta segunda-feira, 25, é o Dia Nacional da Adoção, para adotar um filho, é preciso seguir as normas da justiça. Também é necessário ter equilíbrio psicológico para lidar com as situações que podem surgir no futuro.
No Dia Nacional da Adoção, o Brasil enfrenta um desafio: incluir um número maior de crianças no Cadastro Nacional de Adoção e garantir que elas tenham mais chances de encontrar uma família.
Em Novo Hamburgo, segundo a Assitente Social da Vara da Infância e Juventude, Marleci Hoffmester, a procura por adoção tem sido maior do que o número de crianças a serem adotadas e a preferência ainda é pelos bebês. “Abrigamos crianças de 0 a 18 anos, mas os bebês ainda são os mais procurados”, comentou.
A Assitente Social explica como um casal ou mesmo uma pessoa deve fazer no caso da adoção. “O interessado em adotar pode se dirigir ao Fórum, através da vara da infância e juventude, preencher um formulário e pedir para entrar com processo de habilitação”.
Ela também explica que quando as pessoas procuram à adoção preenchem um perfil da preferência como idade, sexo. “Assim tentamos colocar as crianças dentro das famílias que mais se encaixam”. Quanto à questão econômica dos candidatos a adoção , a Assistente afirma que é feita uma avaliação, mas não é definidora do processo.
Marleci explica que aberto este processo o casal ou mesmo a pessoa, passa por uma avaliação social e psicológica, onde será emitido um parecer que passa pelo deferimento ou não do juiz. “Nesta avaliação é questionada a motivação que levou a pessoa a optar pela adoção” explicou a assistente, ressaltando que quando a preferência é por criança com menos de um ano a espera pode ser longa. “Trabalhamos estes candidatos a adoção para adotar crianças maiores já que a espera por um bebê pode demorar muito”. Segundo ainda Marleci há uma recusa também por crianças portadoras do vírus HIV.
Quanto a irmãos que podem estar para adoção a assistente explica que normalmente o Judiciário não os separa. “Isso é feito conforme a distancia de idade das crianças, às vezes, os irmãos mais velhos não tem uma ligação com o menorzinho, nestes casos pode haver uma separação. Até porque adotar duas ou mais crianças ao mesmo tempo também pode ser um complicador no ambiente familiar. Mas para o bem dos irmãos a primeira opção é não separa-los”.
“Buscamos famílias para as crianças e os novos pais sempre ficam muito emocionados, quando ligamos para avisar da adoção, é uma espera que vale a pena”, destacou.
