Para lembrar o dia 13 de maio dia da abolição da escravatura no Brasil a Feevale estará promovendo uma atividade de reflexão, que acontece na próxima quarta-feira, 13, a partir das 19h30, no auditório do prédio Branco, no Campus II
Nesta quarta-feira, 13 de maio, dia em que são comemorados os 121 anos da abolição da escravatura no Brasil, a Feevale realiza o evento “Lembrar o 13 de maio: memória, identidade negra e ações afirmativas no espaço da cidade”. A atividade, que busca promover a reflexão sobre a relação da sociedade atual com o passado escravista, é gratuita e acontece às 19h30, no auditório do prédio Branco, no Campus II (RS-239, 2755, Novo Hamburgo).
Conforme a coordenadora da atividade, professora Márcia Blanco Cardoso, o evento tem como objetivo promover discussões a partir da passagem dos 121 anos da abolição da escravatura, considerando elementos históricos desse processo, refletindo sobre as atuais políticas públicas de inclusão étnico-racial e abordando questões relacionadas à memória e construção de identidades no espaço urbano. “Nesse sentido, serão feitas discussões sobre ações afirmativas, construção de identidades e a própria memória da nossa comunidade”, comenta Márcia.
Neste evento, a professora Margarete Fagundes Nunes falará sobre os resultados da sua tese de doutorado em Antropologia Social: “O negro no mundo alemão. Cidades e memória e ações afirmativas no tempo da globalização”. Segundo Margarete, o foco da sua pesquisa realizada no Vale do Sinos foi compreender Novo Hamburgo dentro de uma discussão contemporânea, das relações afirmativas para as populações negras e indígenas. “Através da pesquisa, cheguei a algumas conclusões e está na hora de conversar com a comunidade, com o movimento negro e, assim, poder construir um diálogo”, destaca.
O painel contará com a mediação da professora Magna Lima Magalhães, do curso de História. “Acredito que o evento focando o 13 de maio propicia um importante momento de reflexão acerca do negro como agente histórico. É importante ressaltar que espaços de discussão e debate instigam a elaboração de projetos, especialmente de cunho acadêmico, que muitas vezes revertem em importantes dissertações de mestrados e teses de doutorado”, enfatiza Magna.
O evento é promovido pelos projetos Múltiplas Leituras: etnicidade, identidade e memória e Banda Mirim. O apoio é do Comitê Pró-ações Afirmativas em Novo Hamburgo (COPAA) e do Comitê de Promoção das Políticas de Igualdade Racial em Novo Hamburgo (COMPPIR/NH).
