Roselani D'Ávila saiu do hospital no início da tarde desta sexta-feira para fazer exames médicos na delegacia e em seguida seria encaminhada ao Madre Pelletier.
Por ironia do destino, no Dia do Trabalhador deve ser encaminhada ao presídio a empresária que, depois de envolver-se em uma das maiores tragédias familiares que Novo Hamburgo já viu, deixou operários das empresas de calçado que mantinha sem rumo. Roselani Radaelli Picinini D'Ávila, 47 anos, deixou o Hospital Municipal por volta das 13 horas desta sexta-feira, 1º de maio, e foi levada à delegacia da polícia civil, onde seria submetida à exames médicos.
Saiba Mais
Insanidade será o tema central do embate entre defesa e acusação
Explicações para o inexplicável: o que passava pela cabeça da empresária Roselani D'Ávila
Segundo relata o repórter Eloi de Vargas, do Portal novohamburgo.org, que acompanhava os procedimentos na delegacia, um médico do Instituto Médico Legal foi chamado para realizar os exames. O destino de Roselani deve mesmo ser o Presídio Madre Pelletier, em Porto Alegre. Até as 14h30min, no entanto, conforme apurou Eloi de Vargas, a delegada que atendeu a empresária, Ariadne Langanke, ainda não havia confirmado essa informação. A Justiça analisava se ela aguardaria o julgamento no presídio ou em uma clínica psiquiátrica.
O crime
Na manhã do dia 15 de abril, a polícia descobriu o assassinato de Flávio D'Ávila, 54 anos, Rosângela Radaelli Picinini de Freitas, 45, e Maria Francisca Freitas, 6, todos com facadas no pescoço. Já no hospital, Roselani D'Ávila confessou ter matado o marido, a irmã e a sobrinha e depois tentar suicídio. Em uma carta encontrada pelos policiais no apartamento onde a empresária morava com o marido, ela diz que matava os familiares por não querer deixá-los sofrer sem dinheiro. As dívidas das empresas de calçado chegariam a R$ 2 milhões e Roselani não suportava a idéia de desfazer-se de seus bens para saná-las.
Mais informações a qualquer momento.
