
Obama prometeu retirar tropas de combate até 31 de março de 2010 e todo o seu pessoal até dezembro de 2011, noticiou nesta sexta-feira, 27, o The New York Times em seu sítio na internet.
Barack Obama declarou nesta sexta-feira, 27, que a maioria das tropas americanas sairão do Iraque até o verão (no Hemisfério Norte), deixando para trás 50 mil soldados. Este pessoal teria a incumbência de dar apoio e segurança ao pessoal que ficará trabalhando no país, além de pequenas missões de combate a células terroristas.
Segundo ele, seis anos após a ocupação, seria possível entregar o Iraque aos próprios iraquianos. Prometeu aumentar o trabalho diplomático na região, incluindo o Irã e a Síria, e de realocar a população que fugiu das áreas de conflito, tanto para os que se deslocaram dentro do país quanto para aqueles que atravessaram as fronteiras.
Para Obama, a saída das tropas sinaliza uma nova política norte americana para o Oriente Médio. “Isso acaba de começar”, disse.
Embora alguns políticos tenham reclamado do tamanho das forças residuais no Iraque, o plano ganhou apoio de todos os lados. Inclusive do senador John MacCain, do Arizona, que havia disputado a eleição com Obama a partir de um forte debate sobre o Iraque. MacCain ressaltou, entretanto, que o Iraque continua frágil, e instou Obama a ouvir seus conselheiros militares durante o processo de retirada.
“Com esses fatores em mente, acredito que o plano do presidente de retirada é razoável”, disse McCain. “Estou cautelosamente otimista de que o plano como previsto pelo presidente pode levar ao sucesso”, destacou.
Já da parte dos iraquianos, o plano também foi saudado com otimismo. “O primeiro-ministro assegurou ao presidente americano que a situação de segurança no Iraque é estável e suas forças estão prontas para assumir todas as responsabilidades a partir da saída americana”, disse Yassen Majeed, assessor do primeiro-ministro Nuri Kamal al-Maliki.
Antes de iniciar seu discurso, Obama havia ligado para Maliki informando-o do anúncio do plano de retirada dos soldados americanos no país. Obama disse também que “o Iraque tinha ensinado dolorosas lições sobre como e quando a América deve ir para a guerra”.
The New York Times
