Governo equatoriano diz não haver necessidade na prorrogação do estado de exceção e estaria “muito, muito entristecido” com a revolta policial.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
O governo do Equador anunciou na segunda-feira, dia 04, que não prorrogará o estado de exceção decretado por cinco dias na quinta-feira passada, 30, após a rebelião de policiais que cercaram o presidente do país, Rafael Correa.
O secretário jurídico da presidência, Alexis Mera, em declarações reproduzidas pela Secretaria de Comunicação da Presidência, assinalou: “Não há necessidade de estendê-lo porque o país está retornando à calma paulatinamente”. Mera também ressaltou que “o governo está muito, muito entristecido” com a revolta policial.
Por sua vez, o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, fez um apelo “ao conjunto da sociedade equatoriana para manter a unidade pela democracia e por um governo eleito legitimamente”.
“O que aconteceu na quinta-feira é muito preocupante e não podemos dizer que podemos ficar tranqüilos. Devemos ter muita cautela e estar muito alerta”, advertiu o chanceler.
Já o ministro coordenador de Segurança Interna e Externa, Miguel Carvajal, destacou que serão revisadas todas as provas possíveis para identificar os organizadores da rebelião policial.
Na quinta-feira passada, 30, Correa permaneceu várias horas refugiado em um hospital na capital equatoriana, cercado por policiais insurgentes que contestavam a eliminação de gratificações trabalhistas.
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