A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou relatório que aponta o Brasil como país que menos sofreu com a crise e com as melhores perspectivas em 2009
De acordo com o documento, a economia brasileira teve um recuo de apenas 2.9 pontos e recebeu a classificação de atividade em “declínio”. Já as sete maiores economias do mundo (G-7) e algumas das principais economias emergentes devem passar por um “desaquecimento profundo”.
O indicador do Brasil, no entanto, projeta um declínio menos acentuado do que o dos países emergentes e o dos países do G-7, recuando para 101,2 pontos em novembro, de 102,3 pontos no mês anterior. Em comparação a novembro de 2007, a queda foi equivalente a 2,9 pontos. O país é o único que, de acordo com o relatório, sofrerá uma desaceleração em vez de um forte desaquecimento.
O índice, considerado uma média dos indicadores econômicos, gira em torno de 100. A OCDE classifica como em expansão economias com índice em crescimento e acima de 100. São definidas como em declínio economias acima de 100, mas com tendência de recuo na atividade econômica. Países com indicadores abaixo de 100, mas em crescimento, são classificados como em recuperação. Já aqueles com índice abaixo de cem, e com economia em retração, são definidos como em desaceleração.
De acordo com a OCDE, o indicador de perspectiva econômica para os 30 países que integram o grupo recuou para 93,8 pontos em novembro, de 95,1 pontos no mês anterior. Os indicadores para as economias do Brasil, da Rússia, da Índia e da China (Bric), países emergentes e que não fazem parte da OCDE, também mostraram queda.
A Rússia mostrava o declínio mais acentuado, para 89,8 pontos em novembro, de 94,1 pontos em outubro – 13,8 pontos abaixo do nível registrado em novembro de 2007. O indicador da China recuou para 88,5 pontos em novembro, de 91,6 em outubro, com declínio de 12,9 pontos em comparação a novembro de 2007. O indicador da Índia caiu para 93,9 pontos em novembro, de 95,1 em outubro, recuando 7,6 pontos em comparação a novembro de 2007.
Entre os países pertencentes ao G-7 também houve queda generalizada nos indicadores individuais, com destaque para o indicador da economia alemã, que recuou de 93,7 pontos em outubro para 91,6 pontos em novembro, nível 10,7 pontos inferior ao registrado em novembro de 2007.
Durante grande parte desta década, a Alemanha dependeu do setor de exportações para o crescimento, mas a economia do país deve sofrer um desaquecimento substancial nos próximos meses em meio à redução na demanda mundial. As informações são da Dow Jones e do site da OCDE.
A maior economia do mundo, os Estados Unidos receberam índice 92,2 pontos em novembro, uma queda de 8,7 pontos na comparação com novembro de 2007. No japão, país com segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) do mundo, o recuo foi de 5,5 pontos em relação ao mesmo período do ano anterior, e o índice de novembro ficou em 93,7 pontos. Na Alemanha, terceira no ranking mundial, o índice da OCDE ficou em 91,6 pontos – queda de 10,7 pontos.
O cenário não foi melhor nos países da zona do Euro. A queda em relação a novembro de 2007 foi de 7,6 pontos, com índice de 94,3 pontos. Considerando-se as cinco maiores economias asiáticas (China Índia, japão, Indonésia e Coréia), a atividade econômica recuou 9,5 pontos, merecendo classificação de 91,6 pontos. Já os membros da OCDE registraram desaceleração de 7,3 pontos no confronto com novembro de 2007, com índice geral de 93,8 pontos.
