Fundação Getúlio Vargas (FGV) apura índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) de 07 de janeiro de 2009, que apresentou variação de 0,68%, taxa 0,16 ponto percentual acima da apurada com base na coleta encerrada em 31 de dezembro.
Dos sete grupos componentes do índice, quatro apresentaram acréscimos em suas taxas de variação. A principal contribuição para o acréscimo da taxa do IPC-S partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação, cuja taxa passou de 0,37% para 0,84%., informou nesta quinta-feira a FGV. O item que mais contribuiu para este movimento foi Cursos Formais (0,00% para 0,88%), por ocasião do início do período de reajuste das mensalidades escolares.
Em segundo lugar, destaca-se o grupo Alimentação com o avanço de 0,44 ponto percentual, passando a taxa para 1,04%. Este movimento foi influenciado pelo comportamento dos itens: Frutas (-2,52% para 1,44%) e Arroz e Feijão (-5,99% para -4,80%). Os grupos Transportes (0,72% para 0,82%) e Despesas Diversas (0,37% para 0,38%) também registraram acréscimos em suas taxas de variação, cujos principais destaques foram: Tarifa de Ônibus Urbano (0,99% para 1,48%) e Alimento para Animais Domésticos (0,78% para 1,03%), respectivamente.
Em sentido contrário, os grupos Vestuário (0,52% para 0,36%), Habitação (0,36% para 0,33%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,71% para 0,70%) apresentaram recuos em suas taxas de variação. Em cada uma destas classes de despesa, as principais contribuições para este movimento partiram dos itens: Roupas (0,85% para 0,54%), Tarifa de Eletricidade Residencial (0,29% para 0,06%) e Artigos de Higiene e Cuidado Pessoal (1,21% para 1,14%), nesta ordem. A próxima apuração do IPC-S, com dados coletados até o dia 15.01.2009, será divulgada no dia 16.01.2009.
O IPC-S é uma taxa de inflação ao consumidor computada em um período de trinta dias, encerrado na metade da semana anterior à sua divulgação. Desta forma, a taxa de inflação anunciada é sempre expressa em percentagem ao mês. Este observatório da inflação, calculado semanalmente, possibilita à FGV detectar, em intervalos de tempo cada vez menores, mudanças de curso que venham a se dar na trajetória dos preços.
A defasagem média entre a divulgação e o encerramento da coleta é de três dias úteis e cinco dias corridos. Trata-se de uma das defasagens mais curtas de que se tem registro, mesmo por padrões internacionais. Para viabilizar o encurtamento deste prazo, a FGV investiu em tecnologia e racionalizou processos. Afinal, em um período de 30 dias, são computadas aproximadamente 180 mil cotações. Isto equivale a pouco mais de seis mil cotações diárias. Estas informações são alimentadas no sistema de cálculo e, em seguida, criticadas e analisadas antes de serem validadas. Excepcionalmente, é necessário retornar ao ponto de origem da coleta para repor uma informação descartada.
