
Agências da ONU (Organização das Nações Unidas) denunciaram neste domingo, 04, que a ofensiva terrestre israelense piorou a crise humanitária no território palestino, com cortes de eletricidade e de comunicações, bem como com uma grave penúria de produtos alimentícios de primeira necessidade.
O exército israelense aponta que o PMA (Programa Mundial de Alimentos) suspendeu suas expedições de urgência porque os armazéns já estariam cheios. Representantes das Nações Unidas, no entanto, afirmaram que há necessidade “desesperada” de transportar suprimentos para o território palestino.
Em um comunicado oficial, a ONU afirma que houve “um corte de energia quase total” na maioria das áreas da faixa de Gaza. As comunicações telefônicas, tanto fixas quanto móveis, estariam prejudicadas porque dependem de geradores de energia que não dispõem de mais combustível.
Ainda de acordo com as Nações Unidas, todos os hospitais da cidade de Gaza estiveram sem eletricidade por 48 horas e que dependem de geradores que “estão a ponto de parar”.
O informe da ONU aponta também que “pelo segundo dia consecutivo, as autoridades israelenses negaram a entrada na faixa de Gaza de uma equipe médica de urgência do Comitê Internacional da Cruz Vermelha”.
Os últimos números disponíveis apontam que mais de 500 palestinos já morreram na ofensiva israelense lançada no dia 27 de dezembro contra o grupo islâmico Hamas, que controlam a faixa de Gaza desde junho de 2007. Segundo as Nações Unidas, os disparos de tanques israelenses e os ataques aéreos impedem que o pessoal médico chegue aos hospitais bem como o tráfego de ambulâncias.
Fonte: France Press
