Cerca de duas mil pessoas passam diariamente no SeaLife de Oberhausen, na Alemanha, procurando o vidente mais famoso da Copa do Mundo 2010.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
As bandeirinhas de países em volta do vidro e a réplica da Taça FIFA dentro do aquário indicam que o endereço está certo. Ao lado, fotos dos momentos que fizeram Paul virar celebridade durante a Copa. Mas onde está o polvo?
“Ele está escondido. Ficou ‘estressado’ por causa de tantos flashes. Vê aqueles degraus de ferro? Atrás tem uma madeira. Atrás dela, no canto de baixo. É ali que ele está”, indica Chris, espécie de “segurança” do polvo que ficou famoso fazendo previsões no Mundial da África.
Ele é responsável por fazer com que as cerca de 2.000 pessoas que passam ali diariamente não incomodem o ilustre morador. Os ingressos custam R$ 36 para adultos e R$ 22 para crianças.
“Paul está escondido. Continuem andando. Fotos só sem flash”, diz o funcionário no canto mais concorrido do SeaLife de Oberhausen.
Como Paul pouco aparece para os visitantes, o aquário resolveu capitalizar em cima do cefalópode. Na loja do parque, uma estante foi armada com produtos que lembram Paul. São bichos de pelúcia, chaveiros, bolas, ímãs de geladeira, cartões-postais, todos expostos sob um polvo gigante pendurado no teto.
“Tivemos um aumento de cerca de 18% no número de visitantes depois da Copa”, afirma Daniel Fey, diretor de entretenimento do SeaLife.
Polvo vidente
De acordo com ele, a idéia de fazer com que Paul desse palpites nos jogos surgiu durante uma reunião do estafe. “Queríamos fazer algo especial para o Mundial e, como já tínhamos tentado isso na Eurocopa, achamos que seria uma boa idéia”, explica Fey.
Devido às previsões, o cefalópode recebeu de e-mails com ameaças de morte a cartas de amor “de moças espanholas”, diz Fey. Ontem, ganhou camisa da Espanha com oito mangas de um fã.
Mas Paul agora está aposentado. “Recebemos muitas propostas, inclusive de times brasileiros, mas ele não fará mais previsões”, conta o diretor, que não irá doar o polvo para nenhum museu após sua morte – calcula-se que ele tenha dois anos e deva ter apenas mais um ano de vida.
Informações de Folha.com
FOTO: reprodução / Kirsten Neumann-Reuters

