O oftalmologista Marco Antonio Becker foi morto com cinco tiros, dentro de seu carro, no bairro Floresta, em Porto Alegre
O corpo do médico oftalmologista e vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul – Cremers, Marco Antonio Becker está sendo velado desde a manhã desta sexta-feira, na sede da entidade, na Avenida Princesa Isabel, 921, no bairro Santana, em Porto Alegre, de onde partirá, por volta das 17h, em direção ao Cemitério de Lomba Grande, em Novo Hamburgo, onde será sepultado, às 19h. No velório estão a mulher dele, Carmem Becker, os pais dele, muitos amigos e famíliares.
Marco Antônio Becker, foi morto no seu carro na noite de ontem na Rua Ramiro Barcelos, quase esquina com a Avenida Farrapos, no bairro Floresta, em Porto Alegre. O crime aconteceu por volta das 22 horas, quando o médico saiu do Restaurante Alfredo, na esquina da Avenida Cristovão Colombo, com Ramiro Barcelos.
Conforme informações da Polícia Civil, o oftalmologista foi atingido com pelo menos cinco tiros quando já estava dentro do carro. Pela posição do corpo, Becker ainda teria tentado deixar o veículo, um Volkswagen Gol de cor branca, de placa IAW-1003, no momento dos disparos. Testemunhas teriam afirmado que ele foi baleado por dois homens numa moto grande, que depois de invadir a calçada e aproveitar o fato da vítima estar falando ao telefone, efetuou os disparos. Os motoqueiros estariam sem capacetes e somente utilizavam bonés.
Conforme o comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), tenente-coronel Carlos Bondan, a vítima estava sozinha e foi baleada logo após ele ter deixado o restaurante, que fica na Avenida Cristóvão Colombo. A investigação tenta apurar se a morte foi conseqüência de assalto ou execução.
O médico Joaquim José Xavier, atual sub-corregedor do Cremers e que foi colega de Becker na Ufrgs, foi até o local do crime na noite de ontem e diz ter ficado chocado com o assassinato. ‘‘Ele era muito meu amigo, estou chocado. Perdemos uma figura sob o ponto de vista pessoal e político na área da medicina que sempre teve o compromisso de defender os interesses da categoria médica. A sociedade deixa de ter uma figura trabalhadora, um ativista de defesa de classe, que sempre quis o bem dos médicos e, por conseqüência, de toda a população.’’
