A crise de crédito, anunciada como o eixo da crise que abala a economia mundial, parece não se confirmar na vida real. Não no Brasil. O Banco Central informou que o volume global de crédito do sistema financeiro atingiu em outubro 40,2% do Produto Interno Bruto (PIB).
O crédito concedido pelo sistema financeiro chegou a R$1,2 trilhão, superando projeção do próprio Banco Central (BC) para 2008, que era de alcançar 40% do PIB. O estoque de empréstimos aumentou 2,9% perante setembro e subiu 34,6% nos 12 meses encerrados em outubro. No ano, o avanço foi de 26,8%.
A parcela de empréstimos com recursos livres, que representa 71,7% do total, ficou em R$ 850,3 bilhões, com expansão de 2,6% no comparativo mensal e de 37,33% em 12 meses. A parcela de crédito com recursos direcionados, como financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), créditos habitacional e rural, situou-se em R$ 336,3 bilhões em outubro, com crescimento mensal de 3,9% e de 28,2% em 12 meses.
A taxa de inadimplência em atrasos superiores a 90 dias aumentou 0,1 ponto percentual na passagem de setembro para outubro, para 4,1% do total da carteira de crédito referencial, ou seja, o volume tomado pelo Banco Central (BC) para apurar as taxas de juros médias do sistema. A média de atrasos de operações contratadas por pessoas físicas teve ligeira variação, de 7,3% para 7,4%, de um mês para outro. A taxa para pessoas jurídicas passou de 1,6% para 1.7%.
