Mesmo com redução, entretanto, país mantêm superávit. Queda dos preços das commodities são a principal causa
Na 3ª semana de novembro, a balança comercial apresentou exportações de US$ 3,355 bilhões e importações de US$ 3,673 bilhões, resultando em déficit de US$ 318 milhões. Até a 3ª semana de novembro, as exportações acumulam US$ 11,875 bilhões e as importações, US$ 10,982 bilhões, com superávit de US$ 893 milhões. No ano, as exportações somam US$ 181,247 bilhões, as importações, U$S 159,534 bilhões, com saldo positivo de US$ 21,713 bilhões.
A média das exportações da 3ª semana chegou a US$ 671,0 milhões, 21,2% inferior à média de US$ 852,0 milhões até a 2ª semana, em razão da retração nas vendas das três categorias de produtos: básicos (-22,5%, de US$ 303,8 milhões para US$ 235,5 milhões, em razão da queda de petróleo, minério de ferro, farelo de soja, café em grão, carnes de frango, bovina e suína e soja em grão), manufaturados (-22,1%, de US$ 416,9 milhões para US$ 324,7 milhões, por conta, principalmente, de automóveis de passageiros, autopeças, açúcar refinado, veículos de carga, laminados planos e calçados) e semimanufaturados (-12,6%, de US$ 112,8 milhões para US$ 98,6 milhões, por conta de semimanufaturados de ferro/aço, ferro fundido, couros e peles, ferro-ligas, óleo de soja em bruto e ligas de alumínio). Do lado das importações, apontou-se aumento de 0,5%, sobre igual período comparativo (média da 3ªsemana/média até 2ªsemana), explicada, principalmente, pelo crescimento nos gastos com equipamentos mecânicos, siderúrgicos, instrumentos de ótica e precisão, aeronaves e peças, e alumínio e suas obras.
Nas exportações, comparadas as médias até a terceira semana de novembro/2008 (US$ 791,7 milhões) com a de novembro/2007 (US$ 702,6 milhões), houve crescimento de 12,7%, em razão do aumento das exportações das três categorias de produtos: básicos (+31,5%, de US$ 213,8 milhões para US$ 281,0 milhões, pelas maiores vendas de farelo de soja, minério de ferro, petróleo, fumo em folhas, soja em grão, café em grão e carne de frango), semimanufaturados (+11,5%, de US$ 96,9 milhões para US$ 108,0 milhões, com destaque para ferro fundido, semimanufaturados de ferro/aço, açúcar em bruto, celulose e borracha sintética) e manufaturados (+2,6%, de US$ 376,4 milhões para US$ 386,2 milhões, em razão da exportação de plataforma de exploração de petróleo, etanol, açúcar refinado, aparelhos transmissores/receptores, tubos de ferro/aço, suco de laranja e óxidos e hidróxidos de alumínio). Relativamente a outubro/2008, a média diária das exportações decresceu 5,9% (de US$ 841,5 milhões para US$ 791,7 milhões), em face da retração nas vendas de produtos semimanufaturados (-14,4%, de US$ 126,2 milhões para US$ 108,0 milhões) e básicos (-13,9%, de US$ 326,4 milhões para US$ 281,0 milhões), enquanto cresceram as exportações de manufaturados (+6,5%, de US$ 362,5 milhões para US$ 386,2 milhões).
Nas importações, a média diária até a terceira semana de novembro/2008, de US$ 732,1 milhões, ficou 21,7% acima da média de novembro/2007 (US$ 601,5 milhões) e 6,9% inferior a outubro/2008 (US$ 786,6 milhões). No comparativo com novembro/2007, aumentaram os gastos, principalmente, com alumínio e obras (+244,3%), siderúrgicos (+110,6%), aeronaves e peças (+101,1%), químicos orgânicos/inorgânicos (+41,2%), borracha e obras (+40,1%), plásticos e obras (+31,4%) e instrumentos de ótica e precisão (+30,5%). Em relação a outubro/2008, anotou-se retração nas aquisições dos seguintes produtos: adubos e fertilizantes (-53,3%), combustíveis e lubrificantes (-32,5%), cereais e produtos de moagem (-27,1%) e veículos automóveis e partes (-13,7%).
