A secretária estadual da Educação, Mariza Abreu, informou que, nesta segunda-feira, 24, algumas escolas estaduais em greve parcial, receberão a visita de servidores das Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) para fazer o levantamento dos registros dos professores que aderiram à greve da categoria. O objetivo é cortar o ponto destes trabalhadores como forma de pressão para que retornem ao trabalho.
Segundo a secretária Mariza Abreu, alguns diretores de escolas estaduais não informaram quem são os professores e servidores que aderiram à greve e, por isso, foi necessário preparar a visita às escolas para se saber quem são os grevistas. “Nosso intento é trabalhar na secretaria tudo o que for necessário para organizar esses dados”, disse Mariza Abreu.
A folha de pagamento do magistério será paga nesta semana, em conjunto com a do funcionalismo estadual. Para os profissionais que atuam nas escolas em greve parcial e que os diretores não forneceram a lista solicitada pela Educação, o pagamento será feito por 16 dias de trabalho no mês de novembro. A governadora também havia ameaçado os diretores que não estão cedendo a pressão, dizendo que a desobediência poderia ser caracterizada como “ilícito penal”.
Com as informações que serão apuradas pelas CREs, nova folha de pagamento suplementar é a solução para efetuar o pagamento dos servidores que não estão em greve ou que fizeram greve por alguns dias e já retornaram ao trabalho. O pagamento dessa diferença deve ser feito até o dia 5 de dezembro.
Funcionários das secretarias da Educação e da Fazenda e da Procergs trabalharam durante todo o final de semana para organizar as listas de professores e servidores que não aderiram à greve ou que já retornaram ao trabalho. Até o final desta segunda-feira, a SEC deverá concluir esse levantamento para que a Secretaria da Fazenda providencie a produção da folha de pagamento suplementar.
O professor Marcos Arnold, diretor do 14º Núcleo, que abrange Novo Hamburgo e o Vale do Sinos, disse que o principal motivo da paralisação hoje é exatamente a punição proposta pela Governadora Yeda Crusius (PSDB), já que ela recuou em relação ao projeto que iguala os salários em R$950,00, retirando as conquistas proporcionadas pelo Plano de Carreira, inclusive com ameaça de redução de salários. “O problema é que se os professores não receberem pelos dias parados, também não irão recuperá-los, o que não permitirá a conclusão do ano letivo”, explicou Arnold.
O 14º Núcleo do Cpers realizou reunião nesta segunda-feira pela manhã para avaliar o movimento e a noite acontece reunião com o comando de greve estadual. “Precisamos marcar uma assembléia”, disse Marcos, que durante a tarde desta segunda-feira estará visitando escolas na região.
