Encontro de vítimas com deliquentes no momento dos exames médicos no posto do Instituto Geral de Pericias (IGP) está causando constrangimentos. Médico legista chefe do IGP de Novo Hamburgo, Claudio Freitas Gonçalves, explica que é a Feevale quem mantêm o posto, caso contrário as vítimas teriam que se encaminhar ao necrotério.
novohamburgo.org: Algumas pessoas queixam-se de serem mantidas junto a delinqüentes durante a espera de exames. Por que isso acontece?
Cláudio: Pode acontecer sim. Mas temos duas situações: muitas vezes agressores e vitimas são encaminhados para exame, mas já aconteceu em alguns casos de haver discussões entre os familiares presentes. A segunda situação é quando a vitima vem fazer o exame e no mesmo horário a delegacia traz o autor para também ser examinado antes de ser encaminhado ao presídio, mas nesta situação há sempre um ou dois policiais acompanhando. De fato, por algum tempo até ficam no mesmo ambiente.
novohamburgo.org: Para quantas pessoas a sala de espera é capacitada?
Cláudio: Em nossa sala de espera caberia hoje em torno de seis pessoas . Normalmente às segundas e sextas-feiras às 13h se tem em torno de vinte pessoas, o que gera uma fila.
O espaço é pouco para receber as pessoas, sem contar que devido a isso não se consegue dar um atendimento mais sociável e psicológico para as vítimas. Hoje se tem este prédio devido a Feevale, ao contrario o atendimento para exames seriam feitos provavelmente junto ao necrotério em uma sala muito menor do que esta. Aqui é um convenio da Feevale e IGP, e a instituição ainda mantêm um funcionário; mantêm praticamente toda a casa: água, luz. O prédio do necrotério também quem faz a manutenção é a Feevale.
novohamburgo.org: O posto não possui outros espaços?
Cláudio: Hoje o posto conta com uma sala de exame e o alojamento dos médicos, que durante o dia não é usada. Então, quando temos muitos pacientes, usamos esta sala também para exames mais simples, como lesão corporal e embriagues por exemplo. Quando não usada para estes fins, mantemos os presos aguardando nela. Exames mais detalhados são feitos somente na sala que é mais equipada. Mas nem sempre conseguimos fazer isso devido à demanda. Não só pelas vítimas, mas também pelos funcionários do Posto enfim uma questão de segurança.
Com exceção de São Francisco de Paula, Canela e Gramado, todo o resto da área de Taquara esta sendo atendida aqui. Tanto na parte de necropsia como de lesão corporal. A previsão de um novo médico é somente para o ano que vem. E agora em dezembro o médico que faz exames de lesões corporais, que trabalha em São Leopoldo, vai sair em licença prêmio por um mês, então os lesionados serão todos atendidos aqui e devido a essa demanda o atendimento vai aumentar.
novohamburgo.org: Como é mantido o Posto?
Cláudio: Este prédio é alugado em convênio com o Centro Universitário Feevale. Eles é que fazem a manutenção. Há seis anos o atendimento era bem menor. Atualmente esse prédio se tornou pequeno. O posto do IGP só não tem a parte de identificação, que fica no Centro, onde se faz identidade. Com o tempo ficou pequeno devido a demanda, até porque mantemos uma sala para arquivos de documentos. No computador também temos arquivados laudos que foram feitos a partir do ano de1999.
