Recursos do programa não podem ser utilizados em capital de giro
Na tarde desta segunda-feira, 17, representantes da cadeia do couro e do calçado reuniram-se em Porto Alegre com o deputado Henrique Fontana (PT), líder do governo na Câmara Federal. Destacaram que a falta de capital de giro é hoje o problema com necessidade de atuação governamental mais urgente. Paulo Griebeler, diretor-executivo da Associação das Indústrias de Curtume do Rio Grande do Sul (AICSul), explica que foi destacado ao parlamentar que não há como utilizar os R$ 4 bilhões disponibilizados pelo governo, através do Revistaliza, para os setores mais atingidos nas exportações pela crise internacional se o seu uso for atrelado a novos investimentos.
“A demanda internacional está em acentuada queda e não há sentido em investir num momento como este, em que a empresas estão com grande ociosidade na sua capacidade produtiva” disse Griebeler, exemplificando com o couro, que está com queda de 22% no volume exportado de janeiro a outubro deste ano na comparação com o mesmo período no ano passado. Diante disto, sublinha o representante da AICSul, ou se muda o Revitaliza ou se cria uma nova linha de crédito direcionada para capital de giro.
Uma das principais causas das dificuldades de capital de giro das empresas exportadoras é a retenção de créditos de ICMS nos Estados. No Rio Grande do Sul, ressalta Griebeler, estima-se que R$ 90 milhões de créditos de ICMS estejam com o governo gaúcho. Para amenizar este quadro, os representantes da AICSul estiveram também reunidos na Secretaria de Desenvolvimento e Assuntos Internacionais do Rio Grande do Sul (Sedai), tratando da agilização de acordos através do Compet, programa que prevê acordos para agilizar a liberação dos créditos às empresas exportadoras.
