“Duplica RS” prevê novas praças de pedágio e extensão das atuais concessões para solucionar problemas de infra-estrutura nas rodovias gaúchas. Pedágio da RS 239, em Novo Hamburgo, pode ser cedido à iniciativa privada.
O Rio Grande do Sul volta a debater a partir desta segunda-feira, dia 10, o tema das praças de pedágio. O Governo do Estado envia à Assembléia Legislativa projeto que promete gerar intensas discussões até a apreciação por parte dos deputados. O “Duplica RS” prevê a recuperação de rodovias e a duplicação de 225 quilômetros de estradas em todo o Estado. Entre elas, trechos da BR 116, BR 386, BR 290 e RS 115. A necessidade de um programa estruturante é consenso. O embate dentre governo e oposição, entretanto, ocorre na “fórmula” proposta pela Governadora Yeda Crusius (PSDB) para arrecadação de recursos. O projeto prevê também novas praças de pedágio e prorrogação por mais 15 anos dos contratos já existentes.
O “Duplica RS” compõe os programas estruturantes do governo gaúcho e pretende investir R$ 1,5 bilhão até 2010 na melhoria da infra-estrutura logística e dos sistemas de transporte do Estado. O secretário de Infra-Estrutura e Logística, Daniel Andrade, explica que o projeto será realizado através de ações governamentais e privadas e não atenderá apenas as rodovias. “Pretendemos superar as tradicionais deficiências nos modais rodoviário, hidroportuário e aeroportuário gaúchos”, afirma Andrade. Construção de viadutos e pavimentação de acostamentos também são contemplados. O sistema rodoviário receberá R$ 720 milhões. Para o sistema hidroportuário serão R$ 243 milhões e R$ 47,4 milhões no modal aeroportuário.

Para Tarcísio, projeto prejudicaria Vale do Sinos
O prefeito eleito em Novo Hamburgo pelo PT, deputado federal Tarcísio Zimmermann (foto), chama a atenção para um ponto do projeto que poderia onerar motoristas do Vale do Sinos. Segundo o petista, o Governo do Estado pretende desativar o pedágio da RS 122, entre Farroupilha e Caxias do Sul, em função de constantes ações judiciais questionando sua legalidade. Em contra-partida, poderia entregar à concessionária Convias S/A o posto da RS 239, entre Novo Hamburgo e Campo Bom, que hoje é de responsabilidade do Estado. “Isso certamente elevaria o valor da tarifa”, argumenta. Outro receio de Zimmermann é que em função de um possível aumento, mais automóveis passem a circular pelas vias públicas hamburguenses para desviar o pedágio, causando depreciação e conseqüentes gastos públicos em manutenção.
