Teatro encerrou segunda edição do programa Cultura no Campus. Comemorando 25 anos da estréia, “Bailei na Curva” foi a atração. Diretor Júlio Conte recebeu homenagem.
“Aproveitem bem essa fase, vocês nunca vão esquecer dela”. Esse foi o conselho do dramaturgo Júlio Conte aos estudantes do Centro Universitário Feevale. Comemorando 25 anos da estréia de Bailei na Curva, o diretor foi homenageado pela instituição de ensino em Novo Hamburgo. O espetáculo encerrou a segunda edição do programa Cultura no Campus na noite da última quarta-feira, dia 05. Durante o agradecimento, Conte destacou a iniciativa da Feevale. “Esse é um espaço muito rico para a cultura”. Entre os dias 03 e 05 de novembro o Campus II do centro universitário transformou-se em “centro cultural” com apresentações de música e teatro.
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Quem conduziu a homenagem foi o reitor Ramon Fernando da Cunha, demonstrando satisfação em contar com a presença de Júlio Conte. “Para nós é uma honra encerrar uma maratona de espetáculos com essa peça”, dizia o reitor. Ele fez ainda uma avaliação sobre a segunda edição do Cultura no Campus e projetou o próximo ano. “Confesso que estava apreensivo. Afinal, eram três noites seguidas de evento. Mas o sucesso nos faz esperar um grande ano em 2009”, comemora. “A Feevale está construindo referência em cultura e o projeto prova que as pessoas verdadeiramente estavam carentes de um espaço como esse.”
Alegria e emoção
Bailei na Curva é uma das poucas peças de teatro que consegue arrancar lágrimas e sorrisos do público. Durante as duas horas de espetáculo, o texto faz uma retrospectiva dos acontecimentos políticos e sociais no Brasil durante a ditadura militar. Do golpe, em primeiro de janeiro de 1964, à morte do presidente eleito Trancredo Neves, em 31 de abril de 1985, conta a história de sete crianças vizinhas. A classe social as distância, a amizade as une. Em comum, as conseqüências nefastas do “Golpe Militar”. Pais ligados aos militares, outros à resistência. As crianças crescem e convivem com dilemas impostos pelo regime ditatorial de um país onde emergiam manifestações políticas e culturais.

Reconhecimento do público presente veio com aplausos de pé para o elenco da peça Bailei na Curva
