Altas das bolsas no mundo durante a semana não significam superação da crise. Bovespa fechou em queda
As Bolsas de Valores da Europa fecharam a sessão desta sexta-feira em alta, impulsionadas pelo bom desempenho do setor petrolífero e farmacêutico. Apesar de ter subido 2,79% hoje, o índice que reúne as principais ações européias, acumulou perda de 12,7% em outubro, o pior desempenho desde setembro de 2002.
O consenso geral sobre o avanço das Bolsas hoje é que é uma reação de vôo da galinha, segundo afirmou Gareth Williams, estrategista de ações européias do ING.
As principais notícias hoje justiçam a figura de linguagem do vôo da galinha (não vai a lugar algum). Dizem as manchetes: Vale reduz ritmo de produção por causa da crise; Índice de ações asiáticas tem pior mês da história; Economia espanhola retrocede 0,2% no 3º trimestre; Gasto de americanos tem maior queda em quatro anos; Emergentes serão as próximas vítimas da crise, diz FMI; Suíça terá expansão quase nula em 2009; Nissan anuncia 3500 demissões no mundo; e Banco do Japão reduz juros pela 1ª vez em sete anos.
“Mas ainda é cedo para dizer. Há muitos sinais positivos vindo de vários tipos de fontes, mas também há sinais negativos da economia. Talvez o mercado tenha que testar as baixas novamente antes dos investidores acreditarem no rali. A eleição dos Estados Unidos na próxima semana pode ser um catalisador para uma confiança maior”, disse.
Houve demanda por papéis de empresas farmacêuticas e as ações do setor petrolífero se recuperaram após as perdas da véspera.
Londres avançou 2%, Frankfurt, subiu 2,44%, Paris registrou alta de 2,33%, e em Madri, o Latibex saltou 1,36%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou esta sexta-feira em baixa de 0,51%, a 37.256,84 pontos. Apesar da alta expressiva na semana (18,34%), a queda acumulada em outubro foi de 24,8%. No ano, a perda atinge 41,68%.
No câmbio, após quatro pregões seguidos de baixa, o dólar comercial encerrou a sessão desta sexta-feira vendido a R$ 2,16, uma alta de 2,56%, acumulando valorização de 13,33% em outubro.
