Bovespa subiu mais de 7%, EUA subiu quase 3% e na Ásia Seul, Xangai e Tóquio andaram perto dos 10% positivos
As bolsas de valores voltaram hoje a subir em todo o mundo, ainda refletindo as decisões econômicas dos governos no início da semana. A principal delas é a tendência de redução das taxas de juros a fim de retomar o crédito. A Bovespa subiu perto dos 8% nesta quinta-feira e o dólar seguir sua tendência de desvalorização, caindo 1,8%. O Banco Central (BC) voltou a leiloar dólares para puxar a moeda americana para baixo. Foram colocados no mercado mais US$1 bilhão. Apesar das três sessões consecutivas de alta, a Bovespa acumula perda de 41% no ano.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a economia brasileira “não deve sofrer” uma recessão, mas “certamente” vai enfrentar uma “desaceleração” e uma queda na arrecadação. “Não acredito que teremos recessão no Brasil, poderá haver uma queda de arrecadação”, afirmou. O ministro disse que o governo desejava uma certa desaceleração da economia, e que isso agora deve acontecer. “Nós queríamos uma desaceleração e vai haver, certamente, mas não a ponto de desequilibrar nossas finanças”, destacou.
No mundo, o clima de euforia nas Bolsas se mantiveram. Dow Jones (EUA), fechou em alta de quase 3%, mesmo com a notícia de redução do Produto Interno Bruto (PIB) daquele país. Em Londres, a Citi subiu 1,16%, para 4.291,65 pontos. O CAC, de Paris, aumentou 0,15%, aos 3.407,82 pontos. Em Frankfurt, o DAX apresentou elevação de 1,26%, somando 4.869,30 pontos.
Na Ásia o clima nõ foi diferente. A Bolsa de Tóquio encerrou a sessão em forte alta de 9,96%, graças à desvalorização do iene em relação ao dólar e ao euro e à esperança de redução da taxa de juros no país.
Tóquio já havia subido 7,74% na quarta-feira e 6,41% na terça-feira, depois da maior queda em 20 anos na segunda-feira. A Bolsa de Hong Kong encerrou o dia em alta considerável de 12,8%, Seul registrou forte alta de 11,95%, Xangai ganhou 2,56%, Sydney 4,04% e Manila 4,73%.
