Nova Iorque fecha em baixa, mas bolsas do mundo acumulam altas expressivas
Numa tentativa de reduzir o custo do crédito e incentivar o investimento e o consumo, os bancos centrais de vários países decidiram nesta quarta-feira, 29, reduzir suas taxas básicas de juros. O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) decidiu nesta quarta-feira, por unanimidade, reduzir a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, de 1,5% ao ano para 1%. É o menor patamar desde junho de 2004. A medida tenta evitar que a intensificação da crise de crédito leve a economia a uma profunda e prolongada recessão.
Os bancos centrais da China e da Noruega também reduziram o juro básico nesta quarta-feira. O Banco do Japão vai considerar a possibilidade de reduzir o juro na sexta-feira (31). Mas a instituição quer acompanhar os desdobramentos do mercado até lá, antes de tomar uma decisão, afirmou uma fonte à agência de notícias Reuters. A expectativa de analistas é que também o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco da Inglaterra cortem suas taxas de juros até o fim da próxima semana, para impulsionar as economias locais.
No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu pela manutenção da taxa nos atuais 13,75%. A justificativa do BC é de que no Brasil o crédito interno não foi afetado. Ao contrário, está no patamar histórico de 40% do PIB. Além disso, a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) registrou queda das taxas de juros nos índices futuros.
Enquanto isso, as bolsas de valores, animadas pelas notícias de redução global dos juros, operaram em expressiva alta durante o dia. O que não significa que a crise esteja resolvida. Ao contrário, fortes oscilações para baixo e para cima são sinais evidentes do descontrole da economia mundial. A Bovespa encerrou em quase 5% positivos nesta quarta-feira.
Londres, Tóquio e Paris fecharam com altas próximas aos 9%. Dow Jones (EUA), mesmo com decisão do FED de reduzir juros e operar em alta na maior parte do dia, fechou em queda de 0,8%. A queda nos últimos minutos foi atribuída a General Eletric, que anunciou uma “advertência sobre seus resultados”. No Brasil, o Dólar voltou a cair, não sem antes ser pressionado por mais uma intervenção do BC, que vendeu mais US$1 bilhão das reservas cambiais.
