O show será no Salão de Atos da Feevale, mas o que os fãs vão ver na segunda edição do projeto Cultura no Campus será Nenhum de Nós a Céu Aberto. O título do mais recente disco de uma das principais bandas gaúchas é alusivo à gravação ao vivo no Parque Harmonia, em 2007. Thedy Correa (baixo e voz), Sady Homrich (bateria), Carlos Stein (guitarra), Veco Marques (guitarra e violão) e João Vicenti (teclados, acordeon e vocais) voltam a Novo Hamburgo superando a marca de um milhão de cópias vendidas em mais de 20 anos de estrada.
Um líder determinado
Thedy Rodrigues Correa Filho, 45 anos. Natural de Porto Alegre. Casado e pai de uma filha. Ele faz questão de salientar a importância igual de cada integrante da banda. Por onde passa, contudo, não há como negar a liderança que exerce sobre os fãs. Uma breve conversa com Thedy Correa revela que o sucesso não ocorreu à toa. Foi preciso muita determinação para que o jovem sonhador da década de 80 conduzisse o Nenhum de Nós ao status de destaque do rock nacional. Em 2008, novas portas se abrem e a banda faz shows pela América Latina.
Qual é o “segredo do sucesso” de uma banda com 20 anos de história?
Thedy – Acreditar no que se faz é o que nos move, mas acho que isso não é um segredo. Sempre procurei fazer música que tivesse relevância. Os fãs sempre esperam honestidade do nosso trabalho. Se fizermos um disco mais ou menos inspirado, tudo bem, mas se não formos honestos com nossos ideais artísticos, isso eles não perdoam.
Uma das características do Nenhum de Nós é a interação entre as gerações de fãs. Qual é a “fórmula” para agradar todas as faixas etárias?
Thedy – Creio que a fórmula é não fazer uma música datada, com prazo de validade. Sempre evito lançar mão da “linguagem da moda” para não correr o risco de envelhecer a música. Por isso, por mais estranho que pareça, nossa música serve para todas as idades. No último disco, os fãs ajudaram a escolher o repertório através de votação no site. Além disso, o disco é a cara dos fãs. Foi feito para eles.
Entre as passagens por Novo Hamburgo, alguma merece destaque especial?
Thedy – Já fizemos vários shows em Novo Hamburgo. Acho que foram mais de 10, mas destaco o último show antes da gravação do Acústico Ao Vivo 2. Ali fizemos um “ensaio geral” na Sociedade Ginástica lotada com um clima genial.
Quais são os projetos da banda para o próximo período?
Thedy – Ainda estamos amadurecendo os próximos projetos, falar agora seria precipitado, mas a busca de uma carreira no mercado latino é um objetivo a curto prazo, com certeza. Em abril de 2009 deve estar saindo do forno algum novo trabalho nosso no mercado.
