Somente este ano mais de 3,4 mil trabalhadores foram resgatado em condições de escravidão
O Ministério do Trabalho em Emprego (MTE) divulgou na quinta-feira, 09, que durante os nove primeiros meses deste ano, o Grupo Especial de Fiscalização Móvel resgatou 3,4 mil trabalhadores que estavam em condições comparáveis a escravidão. Este resultado já supera ao número de resgates de 2006.
Em 2007, das 116 operações feitas pelo país cerca de 6 mil pessoas retiradas desse tipo de situação. Dentre as irregularidades mais comuns estão falta de equipamentos de segurança, carga horária excessiva e cobrança diretamente no salário do trabalhador de despesas com comida, equipamentos e remédios.
Neste ano, foram realizadas 87 ações, em 149 propriedades. O estado recordista em denúncias e libertações é o Pará, com 22 operações e 532 trabalhadores resgatados nas 50 propriedades fiscalizadas pelo grupo móvel. Dentre as principais situações encontradas pelos auditores, procuradores e policiais federais durante as operações estão a falta de higiene, problemas nas estruturas dos alojamentos e desconforto.
Foram lavrados quase 3 mil autos e pagos mais de R$ 6 milhões em indenizações trabalhistas. As dívidas dos trabalhadores com os patrões são infinita, isto porque, a cada mês, os empregados têm mais despesas e, sendo assim, trabalham para quitá-la. E esta é uma das formas mais encontrada de escravidão.
Desde que o grupo móvel foi criado pelo governo, em 1995, foram resgatados mais de 31 mil trabalhadores. De 2003 a 2008, quase 18,5 mil foram retirados de situação degradante ou parecidos à escravidão.
