A paralisação de 24 horas, em Novo Hamburgo, serviu como uma ameaça a classe empregadora do setor bancário
Após rejeitarem a proposta de reajuste salarial de 7,5%, apresentada na semana passada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), bancários de 24 capitais, incluindo Porto Alegre e região metropolitana aderiram ao movimento de paralisação por 24h na última terça-feira, 30 de setembro.
“A paralisação de um dia é uma advertência aos bancos mostrando que a categoria está pronta para uma greve por tempo indeterminado, caso não haja uma proposta às reivindicações”, explica o secretário de comunicação do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Novo Hamburgo, Joey de Farias.
Em Novo Hamburgo, participaram do movimento de greve por 24horas os bancos Itaú e Bradesco, sendo que neste último, os sindicalistas receberam a ordem para parar a greve sob o instrumento de Interdito proibitório sob pena de multa de 10 mil, e como houve o desacato, foram retirados à força da frente do banco.“Com o desacato essa multa cai sobre o sindicato, mas a entidade recorrerá desta decisão, porque entende ela de forma diferente”, diz Farias.
Pela mesma reivindicação, além de algumas outras, oito das 10 agências da Caixa Econômica Federal de Novo Hamburgo aderiram a paralisação por tempo indeterminado. “Nas agências que aderiram, somente os caixas eletrônicos estão funcionando, se um cliente precisar sacar seguro desemprego por exemplo, vai ter que esperar”, conclui o secretário de comunicação do sindicato.
