Na abertura da sessão da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, o ministro interino da Justiça, Luiz Paulo Teles Barreto, declarou que em breve o governo vai se posicionar sobre a abertura dos arquivos
Nos próximos dias o governo deve ter uma clara posição sobre como e quando os arquivos da ditadura serão abertos, segundo afirmações feitas pelo ministro interino da Justiça, Luiz Paulo Teles Barreto, nesta sexta-feira, dia 26. As declarações foram feitas na abertura da sessão da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, que julga hoje 13 processos de religiosos perseguidos pela ditadura militar. A Casa Civil está conduzindo as discussões de como esses arquivos poderão ser abertos à população.
“A ministra Dilma Rousseff está coordenando os trabalhos de abertura desses arquivos e estamos discutindo de que maneira isso pode acontecer da forma mais transparente possível. Nos próximos dias, teremos avanços”, disse Barreto. O ministro interino ainda sublinhou que apenas os arquivos secretos e ultra-secretos serão mantidos em sigilo.
O ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, salientou que muitos documentos da época não existem mais, foram queimados. “Os arquivos foram queimados com base na legislação de cada época. Essa legislação exigia um termo de destruição de arquivo, com o responsável pela destruição e com testemunhas. A ministra Dilma pediu esses termos e a resposta cínica foi que os termos foram destruídos junto com os arquivos”.
Fonte: Agência Brasil
