Estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas mostra que a participação da classe média aumentou no percentual de População Economicamente Ativa do país
Revelando a recuperação chamada crise de desemprego metropolitano e abordando o desempenho social das grandes cidades metropolitanas, onde revelou um novo perfil da classe média brasileira, que a Fundação Getulio Vargas apresentou na manhã desta terça-feira, 05, no Rio de Janeiro, pesquisa do seu Centro de Políticas Sociais.
Segundo o levantamento apresentado pelo pesquisador Marcelo Neri, da FGV, a classe média está mais confiante, consome mais, e aumentou sua participação na População Economicamente Ativa (PEA), passando de 44,19% para 51,89% de representatividade nas seis principais regiões metropolitanas do país. Neri utilizou dados do IBGE para criar um cenário aprofundado sobre o desenvolvimento da classe média nos últimos seis anos.
A classe média que obteve maior crescimento, a denominada “classe C”, reúne pessoas com renda domiciliar entre R$ 1.064 e R$ 4.591. Segundo o pesquisador, um dos principais fatores do desenvolvimento desta classe foi o aumento dos empregos de carteira assinada, além da diminuição dos índices de pobreza e miséria entre 2002 e 2008.
Neri ainda salientou o fato de na situação atual, existir uma probabilidade maior de uma pessoa da classe C prosperar e passar para camadas mais altas. Um dos problemas apontados pela pesquisa é a falta de pessoas qualificadas para ocupar cargos de salários mais altos.
