Pró-reitora da Feevale, Angelita Renck Gerhardt, destacou a importância das empresas conhecerem seu público
O Prato Principal de julho, reunião-almoço promovida pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha, na quinta-feira, dia 31, teve como palestrante a pró-reitora de Extensão e Assuntos Comunitários da Feevale, Angelita Renck Gerhardt. “Responsabilidade social não é a finalidade da empresa, mas um meio que se insere nas atividades de cada empreendimento”, frisou ela, ao abordar o tema “Como alinhar responsabilidade social com o seu negócio”.
A palestrante, também vice-presidente de Relações com o Governo e a Comunidade da Fundação Semear, braço social da ACI, explicou que os gestores devem planejar as estratégias de responsabilidade social, alinhando-as às estratégias do negócio, com visão no futuro. “Se as empresas não atentarem para as questões sociais no que tange a educação e a formação das crianças e adolescentes de hoje, podem faltar profissionais qualificados ou com habilidades necessárias em áreas estratégicas, a médio e longo prazo”, enfatizou ela, acrescentando que o mercado já possui uma necessidade de analistas e desenvolvedores de sistemas de tecnologia da informação.
De acordo com a pró-reitora, com a manutenção do crescimento econômico brasileiro e os programas sociais de repasses financeiros, as classes C e D representarão, em 10 anos, mais de 50% do consumo no país e ditarão as regras do mercado. “Os empresários precisam estar atentos às necessidades e desejos dessas classes, hoje, para que possam antecipar suas estratégias de crescimento”, enfatizou ela, complementando que “muitas vezes, os melhores resultados e maiores impactos sociais são produzidos por ações com baixo ou nenhum custo para a empresa”.
Entre os prováveis resultados do alinhamento estratégico da responsabilidade social, Angelita citou os seguintes: melhoria da imagem da empresa frente aos clientes e à comunidade; antecipação do perfil futuro do público-alvo e dos produtos com que poderá concorrer; antecipação na captação e formação do capital intelectual; envolvimento dos funcionários nos projetos estratégicos da empresa; promoção do espírito criativo, da consciência social e ambiental entre os funcionários; e identificação, inserção e/ou formação do potencial mercado consumidor a médio e longo prazo. “Atuar de forma socialmente responsável, para além das obrigações legais, pode representar um investimento com vistas ao futuro do negócio, se as ações de responsabilidade social estiverem alinhadas à visão e aos objetivos estratégicos de médio e longo prazo”, acrescentou. O Prato Principal teve o patrocínio da Custódio de Almeida – Marcas e Patentes.
