James Cameron participou de manifestação no Pará e disse que problema é internacional. Leva agora a questão para o congresso dos EUA.
Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter)
A construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte começa a mobilizar as atenções de ambientalistas internacionais.
O cineasta canadense James Cameron (foto) garantiu nesta segunda-feira, dia 12, que vai conversar com congressistas dos Estados Unidos sobre as conseqüências para o meio ambiente da construção da usina no Rio Xingu, Estado do Pará.
O diretor do filme Avatar participou em Brasília de uma manifestação liderada por organizações sociais brasileiras contra a realização do leilão da usina, marcado para o dia 20 de abril. Cameron explicou que os reservatórios das hidrelétricas inundam as florestas e geram gás metano, um dos principais responsáveis pelo efeito estufa, que atinge todo o planeta.
“Washington deve estar interessado, porque não é um problema apenas do Brasil, é um problema internacional”, avalia Cameron. Segundo ele, todos os países devem ajudar a encontrar soluções socialmente responsáveis para resolver os problemas locais. “Está tudo conectado, estamos todos no mesmo planeta. Os ventos, as correntes marítimas e a atmosfera não respeitam as fronteiras dos países.”
O diretor James Cameron também disse que poderá fazer um documentário sobre a Amazônia. “Quando eu fico muito envolvido em um assunto, tenho que expressar isso por meio de um filme ou documentário. Existe uma oportunidade de fazer um documentário na Amazônia e dividir as suas palavras com o Brasil e com o resto do mundo.”
Informações da Agência Brasil
FOTO: Agência Brasil

