O ministro presidente do TST, Rider Brito, se dispôs a ser mediador entre as partes em conflito para que a paralisação seja suspensa e as reivindicações possam ser avaliadas
Na audiência de conciliação entre representantes dos trabalhadores dos Correios e dirigentes da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), ocorrida na manhã desta segunda-feira, 07, no Tribunal Superior do Trabalho (TST), o ministro presidente do TST, Rider Nogueira de Brito, propôs a suspensão imediata da greve dos trabalhadores dos Correios (desde 1º/07). Brito se dispôs a ser mediador das partes, e seguir analisando todos os pontos de conflito em duas reuniões semanais na sede do TST durante o mês de julho.
Em caso da greve prosseguir, uma próxima audiência ficou previamente agendada para o dia 15 de julho. Nesta mesma ocasião, será marcado o julgamento do dissídio e sorteado o relator do processo.
Representantes da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) aceitaram a intermediação do ministro e ficaram de repassar a proposta aos sindicatos a partir desta segunda-feira, mas o fim das paralisações dependerá das decisões das assembléias dos trabalhadores.
Enquanto o movimento grevista não decide pela suspensão ou não da paralisação, permanece a decisão liminar do TST de manter, pelo menos, 50% dos funcionários trabalhando em cada unidade dos Correios. A empresa de Correios mantém a determinação de que os empregados que participam da greve não receberam pelos dias de paralisação.
Segundo a Diretoria Regional, a adesão à greve no Estado é de 10% do efetivo presente nas unidades. Este percentual está diminuindo, porque alguns empregados estão voltando ao trabalho em alguns pontos. Os atrasos de cargas simples, desde o início da paralisação, é de cerca de milhão de objetos em todo o Estado. Conforme a Gerência de Operações isso equivale a um dia de trabalho, e com o fim da greve, os Correios do RS vão precisar de apenas um dia para regularizar a situação. Os serviços de sedex estão funcionando normalmente.
Reivindicação dos grevistas
Os trabalhadores querem a incorporação de um adicional de 30% sobre o salário básico, que era pago aos carteiros que trabalham na distribuição em vias públicas. A partir da aprovação do novo plano de cargos, carreiras e salários, a ECT substituiu esse percentual pelo pagamento de um valor linear de R$ 260,00, a título de adicional de risco, estendido a outros profissionais que participam de atividades de distribuição e coleta.
