Estudo mostra por que não conseguimos falar no celular e dirigir ao mesmo tempo. Nosso cérebro tenta imaginar onde está a pessoa com quem falamos
Acidentes, ou pequenos incidentes são comuns de acontecerem para motoristas que estão falando no celular. Isso, por muito tempo já vem sendo repetido pela maiorias das autoridades de trânsito em todas as partes do mundo. Mas agora, toda essa discussão tem um embasamento científico, feito por um estudo americano, que examinou que ter uma conversa com alguém que não está presente compete com as part4es necessárias para realizarmos tarefas visuais.
A pesquisa, publicada nessa semana da revista especializada Experimental Psychology e feita com a coordenação do professor da Universidade da Carolina do Sul, Amit Almor, colocou voluntários a tomarem parte numa série de testes visuais em um computador enquanto escutavam informações sobre, por exemplo, como preparar um aquário ou encontrar o Norte usando o sol ou as estrelas. Então eles eram questionados sobre o que haviam escutado.
Os voluntários se saíram muito melhor em suas tarefas visuais quando estavam apenas ouvindo, em oposição aos que se preparavam para falar ou falavam. Quando estavam apenas ouvindo, se a demanda em seus cérebros se tornasse grandes demais, eles podiam simplesmente se desligar do que estavam ouvindo.
O estudo encontrou diferenças, embora menores, tomando como base de onde o som estava vindo. Quando o áudio vinha da mesma direção para onde os participantes estavam virados para realizar suas tarefas visuais, eles se saíam melhores.
Pode ser, diz o estudo, que quando as pessoas falam com alguém que não está presente, as partes do cérebro que processam o visual criam uma representação de onde a outra pessoa pode estar. Isso sugere, diz Almor, que o uso de celulares pode ser mais seguro se o som vier da frente.
Mas mesmo que o sim viesse da frente, é bom lembrar que usar celular na direção, continua sendo crime no Código Brasileiro de Trânsito. Então, nada de celular quando estiver dirigindo.
