O nome do presidente do IPE, Otomar Vivian, foi indicado pelo PP depois da renuncia do ex-governador Jair Soares
Depois do ex-governador gaúcho ter antecipado que pensava ser do Estado a responsabilidade da produção das carteiras de motorista, uma rápida manobra partidária fez com que seu nome fosse riscado do gabinete de transição e em seu lugar surgisse a figura do ilustre presidente do IPE, Otomar Vivian.
Em entrevista radiofônica na manhã desta quarta-feira, dia 11, o presidente do PP Jerônimo Gergen negou divergências entre o partido e o ex-governador e até mesmo que o partido tivesse recebido sugestões da base aliada do governo para que fizesse a substituição do nome do ex-governador em virtude de suas manifestações que ele vinha fazendo nos meios de comunicação manifestando suas convicções estadistas.
Goergen afirmou que Soares continuará ajudando a governadora Yeda Crusius, na condição de ex-governador, por meio de contatos políticos, contradizendo as manifestações do porta-voz Paulo Fona que disse, mais cedo, que a saída de Soares foi motivada por problemas internos com o partido.
O “gabinete de crise” está sendo composto pela governadora Yeda Crusius e mais um representante de cada um dos outros quatro partidos que integram a base do governo: PTB, PMDB, PPS, PSDB e PP. O PTB está sendo representado pelo seu presidente estadual Elói Guimarães; o PMDB pelo seu tesoureiro, Rodolfo Rospide Neto; o PPS pelo seu secretário-geral, Sérgio Campos de Moraes e o PSDB, pelo engenheiro civil e secretário de Infra-Estrutura e Planejamento do RS, Daniel Andrade.
