Entidade hamburguense lamenta elevação da taxa básica de juros pelo Copom
A medida do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevação da taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto percentual deixou apreensivo o setor lojista de Novo Hamburgo e da região. A expectativa é de um possível desaquecimento das vendas no segundo semestre, especialmente naqueles setores que dependem de financiamento.
“Mais uma vez o setor varejista pode ser prejudicado”, diz Remi Carasai, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Novo Hamburgo. A determinação do governo pode se tornar um grande freio para a economia, prevê Carasai.
Conforme o presidente da CDL hamburguense, os empreendimentos de pequeno porte são diretamente afetados pela medida do governo federal, porque geralmente os microempresários precisam de financiamentos no mercado financeiro. Carasai ressalta que a elevação dos juros pode trazer reflexos negativos para o crediário. “Pode haver redução no volume de vendas e acaba sobrando sempre para o setor varejista”, enfatiza Remi.
O risco de inflação permanece se o governo não fizer a sua parte, como a redução de gastos, afirma Carasai. A maior parte do comércio que estava projetando uma expectativa de vendas terá que modificar o planejamento, acredita o presidente da CDL de Novo Hamburgo. O lojista acrescenta que uma imensa cadeia produtiva que precisa de crédito poderá ser bastante prejudicada.
