Pesquisa da SOS Mata Atlântica aponta que Novo Hamburgo está no topo da lista de cidades que mais devasta a mata Atlântica, no Rio Grande do Sul
Dos 497 municípios que integram o estado do Rio Grande do Sul, Novo Hamburgo foi apontado como uma das cidades que mais destruiu sua mata atlântica, o equivalente a 21,6 hectares, no período de 2000 a 2005, conforme dados divulgados no último dia 27 de maio, pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE.
A capital nacional do calçado ocupa a 27ª colocação entre as cidades que mais desmataram, no RS. Já o município de Segredo, no Vale do Rio Pardo, foi quem mais desmatou no estado gaúcho – o equivalente a 76,4 hectares foram cortadas.
Aqui na região o município de Picada Café desmatou o equivalente a 31,5 hectares de mata e Nova Petrópolis atingiu o alarmante espaço de 30,6 hectares. Desmataram menos que Novo Hamburgo, os municípios de Sapiranga – 14,5 hectares; São Leopoldo – que não desmatou nada no período e continua preservando 8% de suas florestas, mesmo percentual preservado, por Novo Hamburgo.
Na página da internet da Fundação consta a avaliação da coordenação dos trabalhos de que o nível de desmatamento no país está diminuindo em relação a pesquisas anteriores. Os dados indicam que apenas 7,23% da área original da floresta brasileira, continua preservada. Em 2000, o índice era de 7,1%.
Dos municípios da região Riozinho é o que mais se destaca na preservação da floresta nativa. Segundo o Atlas, ainda restam 36% da mata atlântica original e no período analisado não houve desmatamento. Morro Reuter também dá exemplo e além de desmatar 4,9 hectares ainda preserva 33% de sua mata original.
Novo Hamburgo
O secretário de Meio Ambiente e Planejamento Urbanos, Alvício Klaser Neto disse no início da tarde de hoje no microfone da rádio local que não concorda com os dados que estão sendo divulgados pela Fundação paulista SOS Mata Atlântica. Observa que a comunidade vem fazendo todo um trabalho de reposição de árvores cortadas. “Para citar só um exemplo, recentemente um galpão de triagem local foi certificado por ter feito ações de reciclagem que equivale a recuperação de uma floresta equivalente a 80 hectares, num período de apenas seis meses”, argumenta.
