Igreja da Ascensão do Senhor, no centro da cidade, vai virar patrimônio de Novo Hamburgo
A Prefeitura vai realizar o tombamento da Igreja da Ascensão do Senhor como patrimônio histórico e cultural de Novo Hamburgo. O prefeito Jair Foscarini assinará os decretos e o Livro de Tombo no dia 1º de junho, no culto das 9h30min. O templo pertence à Comunidade Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e localiza-se na Rua Bento Gonçalves.
Serão considerados bens de valor histórico a fachada externa, a torre que abriga dois sinos, os vitrais, a pia batismal, a mesa do altar, o quadro do número dos hinos canônicos, o órgão de tubos e as luminárias. A secretária de Cultura, Helenise Juchem, explica que a igreja, como patrimônio municipal, tem mais possibilidade de conseguir recursos para projetos de preservação.
Conforme o pastor Hardi Brandenburg, o tombamento era esperado com grande expectativa. “Muito nos alegra essa notícia. É importante para o município que a Igreja da Ascensão seja preservada, pois é um patrimônio histórico, cultural e arquitetônico da cidade”, salienta.
Mais de 55 anos de história

A Igreja da Ascensão foi fundada em 7 de outubro de 1951 e tem cerca de 480 metros quadrados, construído no estilo neo-gótico, nos moldes arquitetônicos da cidade alemã de Colônia. As abóbadas e os arcos do templo têm 14 metros de altura e a torre principal, 58 metros.
A torre abriga dois sinos de aço trazidos da Alemanha em 1923. O sino grande traz a inscrição em alemão Friede auf Erden (Paz na terra), já o no sino pequeno se lêDen Menschien ein Wohlgefallen (às pessoas a quem ele quer bem). Os vitrais no altar retratam no centro a ascensão de Jesus Cristo.
Os bens tombados em nenhuma hipótese poderão ser demolidos e ficam sob proteção e vigilância da Prefeitura. Restaurações podem ser feitas somente com prévia autorização da Secretaria de Cultura e da Secretaria de Meio Ambiente e Planejamento Urbano.
Anualmente, a Igreja da Ascensão recebe 10 mil visitas. Em 2007 foram restaurados o órgão e o mezanino. Segundo o pastor Hardi, em outubro deste ano, a comunidade pretende dar início a segunda parte do trabalho, que é a restauração do estuque de madeira que sustenta as abóbadas, comprometida por cupins.
