Defesa Civil estima que subiu para 2 mil pessoas o número de desabrigados das zonas ribeirinhas do Rio dos Sinos em Novo Hamburgo
Durante toda esta quinta-feira, dia 8, a Prefeitura de Novo Hamburgo trabalhou na assistência às vítimas da enchente que estão desalojadas e que estão abrigadas em espaços abastecidos pelo Município. A Defesa Civil estima que cerca duas mil pessoas tenham sido atingidas pelas cheias do Rio dos Sinos nos bairros Santo Afonso, Canudos e Lomba Grande. Segundo o titular da Secretaria de Segurança, Trânsito e Transporte (Semtras), José Carlos Trevisan, que coordena a operação de socorro, o município permanece em situação de emergência. O nível do rio cujo maior pico foi de 7,96 metros às 18h de quarta-feira, 7, começou a baixar cerca de 5 centímetros por hora na tarde de quinta-feira.
Canudos apresenta a situação mais crítica, sendo a área mais alagada. Algumas pessoas que foram encaminhadas pela Prefeitura para abrigos na quarta-feira, começaram a retornar para suas casas. Ainda há cerca de 20 pessoas na escola municipal Arnaldo Grin, no bairro Santo Afonso, e outras 50, no Instituto Estadual Seno Frederico Ludwig (ex-Ciep).
De acordo com Trevisan, as ações da Prefeitura na quinta-feira, dia 8 , se concentraram na ajuda da retirada de objetos das residências das pessoas que estão nos abrigos. “Estamos usando barcos para tentar recuperar bens das pessoas que nos pedem ajuda”, disse. A equipe da Prefeitura também atuou distribuindo alimentos fornecidos pela Secretaria de Trabalho, Cidadania e Assistência Social (Stcas) e pelo Gabinete da Primeira-Dama para os moradores que não deixaram suas residências.
“Muita gente encaminhou a família para os abrigos e permaneceu em suas casas. Alguns deles até dormiram no telhado”, comentou Trevisan. Segundo informações da Defesa Civil, 95 % das pessoas vitimadas pela cheia se instalaram na casa de familiares ou permaneceram em suas casas. A Defesa Civil mantém três grupos de resgate para atendimento à comunidade. “A partir do final da tarde, permaneceremos monitorando os locais atingidos pela água e dando suporte para as demais secretarias que estão engajados na campanha de prestar socorro às vítimas da enchente”, frisou Trevisan.
Saúde
As vítimas da enchente receberam atenção especial dos profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Uma equipe de 15 funcionários do serviço colaboraram no atendimento médico às pessoas atingidas pela pior cheia dos últimos 25 anos.
A Samu esteve auxiliando nos bairros Canudos e Santo Afonso nos dias em que os estragos provocados pela chuva causaram mais pânico: quarta e quinta-feira. Oito pessoas foram resgatadas pela Defesa Civil e receberam os primeiros atendimentos médicos no local das buscas e, quando necessário, foram encaminhadas ao Pronto Atendimento 24 Horas mais rapidamente graças a Samu. Apesar do esforço concentrado nas vítimas da enchente, os demais atendimentos médicos de urgência e emergência realizados pela Samu não ficaram comprometidos. Todos os funcionários que participaram do socorro às pessoas atingidas pela cheia estavam em horário de folga e atuaram de forma voluntária.
