O prefeito reclama de dívida herdada no valor de R$ 330 milhões, porém, não argumentou ter se utilizado da Lei de Responsabilidade Fiscal
Em 26 de março completou três anos da administração Jair Foscarini e para prestar contas deste período e apresentar a imprensa as obras em andamento e as que ainda poderão ser realizadas em 2008, a administração municipal reuniu a imprensa para um café da manhã, no quarto andar do Centro Administrativo Leopoldo Petry. O prefeito iniciou se defendendo e justificando que teria recebido os cofres públicos com uma dívida de R$ 330 milhões. Não falou nada que tenha recorrido a lei de responsabilidade fiscal para cobrar justificativas do prefeito anterior.
O prefeito Jair Foscarini usou todo o expediente durante o encontro para justificar basicamente os dois grandes problemas de sua administração: a não construção até o momento dos 60 novos leitos hospitalares e o baixo índice esgotamento cloacal na cidade que passados três anos ainda permanece nos 2%.
Sobre o cumprimento do calendário de recuperação do Hospital Municipal o prefeito Foscarini argumenta que ainda em maio pretende dar início a construção de uma ala para abrigar os 60 novos leitos. Sobre o esgotamento cloacal justificou que está realizando obras junto ao Loteamento Marisol objetivando instalar uma estação de tratamento e elevar para 6% o índice de recuperação de dejetos domésticos na cidade. “O tratamento do Arroio Luiz Rau, em parceria com a União poderá elevar em mais 51% este índice de esgotamento cloacal”, argumentou o prefeito.
Foscarini destacou que em 2007 a administração municipal trabalhou com uma receita de R$ 250 milhões e gastou em torno de R$ 228 milhões. O superávit do ano passado foi de R$ 22 milhões. “Conseguimos o equilíbrio financeiro no início de 2008”, garante. Porém, fica para o próximo administrador a dívida que está arrolada e vem passando de administrador para administrador – que corresponde a algo em torno de R$ 300 milhões.
O prefeito adiantou que o empresário Julio Cezar Camerini deve realizar ainda esta semana um balanço sobre a recuperação dos débitos que também foram encontrados naquela organização e informar até os investimentos que estão previstos para melhor a sistema de climatização dos pavilhões.
A menina dos olhos do prefeito é a Educação: com suas 76 escolas e em torno de 26 mil alunos. Nesta secretaria o governo municipal concentrou boa parte de suas atenções e através dela conseguiu importantes projetos e alcançar o respaldo da União. “Aqui as contrapartidas do município foram significativas”, garantiu Foscarini.
Além de Educação e Saúde o prefeito não esqueceu de mencionar as inúmeras obras de infra-estrutura, Habitação, Segurança, Ação Social. Sobre a vinda do Trensurb para Novo Hamburgo ele adiantou que nomeou uma comissão interna de trabalhos que deverá se reunir nos próximos dias para apoiar a iniciativa e em especial a questão da liberação ambiental para o novo trajeto proposto pela Trensurb até o Novo Shopping – que trocou a 1ª de Março pela Nações Unidas.
Até o final do ano e desta gestão, o prefeito Foscarini antecipou que estará trabalhando a colocação de câmaras de segurança na Santo Afonso; a ampliação da UBS de Canudos, a instalação da Farmácia Popular no Centro da Cidade – diga-se de passagem, projeto que deveria ter sido concluído até o final de março, considerando que a União repassou R$ 50 mil em outubro de 2007 para realização da obra em até seis meses.
