Pesquisadores debateram Dia do Índio na Câmara de Vereadores hamburguense
Índios, especialistas e estudantes participaram nesta terça-feira, dia 22, de uma aula pública organizada pelo legislativo hamburguense, discutindo durante parte da sessão ordinária sobre a preservação da cultura indígena.
O destaque da sessão foi o anúncio da possibilidade da criação de um museu arqueológico no bairro Kephas, onde está localizada uma gruta, onde foram encontrados fósseis de um índio, hoje exposto do município de Taquara.
Segundo o jornalista e escritor Agnaldo Charoy, autor do livro ¨A Pré-história de Novo Hamburgo – A História dos Vencidos¨, a proposta passa por análise do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. Em sua fala ele salientou ainda a importância dos povos que habitavam a região antes da chegada dos colonizadores.
Na seqüência, o professor da Unisinos, Jairo Rogge, abordou a origem dos povos indígenas que habitavam a América na chegada dos europeus. “Na verdade o descobrimento da América foi feito pelos índios vindos da Ásia muito antes dos europeus”, explica.
“Sofremos há 508 anos”. A enfática afirmação é do cacique da comunidade Kaingang de São Leopoldo, Darci Fortes, referindo-se à chegada dos portugueses ao Brasil em 1500. Darci justificou a presença indígena nos centros urbanos. “Temos que sobreviver vendendo nosso artesanato nas cidades. Florestas não existem mais”, reclama o cacique.
Segundo os organizadores do encontro, o objetivo de iniciar uma discussão sobre o tema com a comunidade foi alcançado.
